domingo, 6 de novembro de 2011

OS DÍZIMOS SÃO OU NÃO PARA OS DIAS DE HOJE???

“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós bênção sem medida.” Ml 3.10, 11 e 12

O Dízimo foi instituído por Deus, as primeiras citações referem-se ao período patriarcal, a Palavra mostra-nos Abrão (“E de tudo lhe deu Abrão o dízimo.” Gn 14.20) e Jacó (“e, de tudo quanto me concederes, certamente eu te darei o dízimo.” Gn 28.22) como observadores desta prática. Posteriormente, com a Eleição de Israel como povo de Deus, tornou-se um mandamento. O dízimo era uma prática comum antes da Lei, durante a Lei e um modelo que pode ser observado por nós.

O Novo Testamento deixa claro que o Senhor Jesus reconhecia o dízimo como um mandamento válido aos Israelitas, inclusive, era judeu e nascido sob a Lei ("Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei," Gl 4.4), com a missão de cumpri-la ("Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra." Mt 5.17,18).

Jesus não determinou de forma direta a obrigatoriedade em dar-se “os dízimos” aos participantes da Nova Aliança, no entanto, este costume é citado algumas vezes no Novo Testamento. A igreja de Cristo precisa entender que os dízimos são uma forma de "oferta" agradável a Deus e necessário para suprir as necessidades da Obra, tanto na evangelização como na manutenção de templos.

O DÍZIMO NOS DIAS DO ANTIGO TESTAMENTO

a) Abraão dizimou:

"E de tudo lhe deu Abrão o dízimo." Gn 14.20

Abraão ao regressar da vitória sobre os reis inimigos, deu a Melquisedeque, sacerdote de Deus e rei de Salém, o dízimo de tudo que possuía e despojos da vitória.

b) Jacó movido a dar o dízimo:

"...de tudo quanto me concederes, certamente eu te darei o dízimo." Gn 28.22

c) Na Lei Mosaica.

"A décima parte das colheitas, tanto dos cereais como das frutas, pertence a Deus, o SENHOR, e será dada a ele." Lv 27.30

"Certamente, darás os dízimos de todo o fruto das tuas sementes, que ano após ano se recolher do campo." Dt 14.22

O OBJETIVO DO DÍZIMO

O dízimo era usado para o sustento dos Levitas, ("Aos filhos de Levi dei todos os dízimos em Israel por herança, pelo serviço que prestam, serviço da tenda da congregação. E nunca mais os filhos de Israel se chegarão à tenda da congregação, para que não levem sobre si o pecado e morram. Mas os levitas farão o serviço da tenda da congregação e responderão por suas faltas; estatuto perpétuo é este para todas as vossas gerações. E não terão eles nenhuma herança no meio dos filhos de Israel. Porque os dízimos dos filhos de Israel, que apresentam ao SENHOR em oferta, dei-os por herança aos levitas; porquanto eu lhes disse: No meio dos filhos de Israel, nenhuma herança tereis." Nm 18.21-24) e dos estrangeiros, dos órfãos e das viúvas ("Ao fim de cada três anos, tirarás todos os dízimos do fruto do terceiro ano e os recolherás na tua cidade. Então, virão o levita (pois não tem parte nem herança contigo), o estrangeiro, o órfão e a viúva que estão dentro da tua cidade, e comerão, e se fartarão, para que o SENHOR, teu Deus, te abençoe em todas as obras que as tuas mãos fizerem." Dt 14.28-29).

Em nosso dias, observamos o modelo deixado no Antigo Testamento, para ofertarmos a Deus, suprindo assim as necessidades da igreja na obra de evangelização e manutenção de templos e despesas com o sacerdócio. Deve-se entregá-lo no local definido por Deus, geralmente, a Igreja na qual congregamos e ou Ministérios envolvidos com a Obra do Pai.

É lamentável a constatação que o “dinheiro do Senhor” é usado por alguns líderes para a sua satisfação pessoal, bem como, aplicado em “situações” que não beneficiam a Obra do Senhor. Estes prestarão contas a Deus por suas ações pecaminosas.

O DÍZIMO NOS DIAS DO NOVO TESTAMENTO

O Novo Testamento não faz profundas referências a respeito do tema, mas, movidos pelo Espírito Santo, compreendemos que é bom e agradável dizimarmos a Deus.

Paulo, dirigindo-se às igrejas ensina que deveriam fazer coletas, nas quais os servos dariam segundo a sua prosperidade ("Quanto à coleta para os santos, fazei vós também como ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for." 1Co 16.1-2).

É uma ação de amor, generosidade e alegria ("E isto afirmo: aquele que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará. Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria. Deus pode fazer-vos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda boa obra, como está escrito: Distribuiu, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre." 2Co 9.6-9).

As ofertas eram segundo as posses da cada um. Este é o mesmo entendimento para o dízimo hoje, uma doação à igreja de ofertas agradáveis, que devem ser usadas na manutenção do templo, missões e no auxilio aos irmãos mais carentes, ligados ou não à denominação, afinal, no Reino não há denominações.

É inaceitável que as igrejas (instituições) guardem o dinheiro do Senhor (poupança e aplicações financeiras diversas) enquanto há tantos irmãos, frentes missionárias, ministérios, etc. necessitados de recursos financeiro para a pregação do evangelho.

Usa-se como parâmetro para as ofertas atuais décima parte dos rendimentos (salário, retiradas, etc), no entanto, não é uma obrigação usar a calculadora, oferte com liberalidade.

Em nossos dias o ato de dizimar e ou ofertar estão desgastados; é visto pela sociedade como um meio de explorar a fé dos mais simples. Esta visão deturpada nasceu em decorrência dos exageros praticados por pregadores que não observam os princípios de Deus em suas vidas, e literalmente roubam os servos ao fazerem promessas mirabolantes de riquezas e prosperidades advindas da entrega do dízimo.

O Apostolo Paulo, escreveu uma carta à igreja de Corinto, na qual diz:

“O homem natural não aceita as cousas do Espírito... pois lhe é loucura; e jamais pode entendê-las.” 1Co 2.14

O dízimo é uma bênção àqueles que nasceram de novo e são movidos pelo Espírito de Deus em todas as situações. O homem natural (em pecado) não entende estas coisas e são tomados por questionamentos diversos, usando-os como base, não aceitam a nosso ato de alegria que leva-nos a reservar partes dos rendimentos para o Senhor e disponibilizá-los na forma de dízimos e ofertas.

Inclusive é comum ao “homem natural” questionamentos tais como:

. Deus não precisa de dinheiro!

. Deus é dono de tudo!

. Não vou encher a barriga de pastor!

. Ganho pouco, e sou pobre!

. Não sobra para o dízimo!

. Tenho escola das crianças, e muitas despesas!

. Isto é para os ricos!

. etc.

São homens que ainda não entregaram verdadeiramente suas vidas nas mãos do Senhor, são “naturais” e não conseguem enxergar com os olhos do Espírito a vontade de Deus para a vida de seus escolhidos, ao eleger-nos como provedores de Sua Obra.

Jesus literalmente afirma: “ Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo.” Lc 14.33

Esta é a principal condição exigida aos servos, a renúncia. Quando renunciamos a princípios, pensamentos, finanças, conhecimento, sabedoria e até a razão; nos tornamos “barro na mão do Oleiro” e somos reconstruídos com as qualidades comuns a Cristo. Estas “novas criaturas” são tomadas pelo Espírito Santo e as “coisas espirituais” afloram em atos e ações.

O DÍZIMO NOS DIAS ATUAIS

É sábio devolvermos a Deus os dízimos e ou ofertas, observando os preceitos bíblicos, décima parte, fazendo-o de forma voluntária e com satisfação no coração. Jamais com o sentimento de coação.

Dar Voluntariamente

"...vossas dádivas, e de todos os vossos votos, e de todas as vossas ofertas voluntárias que dareis ao SENHOR." Lv 23.38

O dizimar era uma obrigação de cada israelita, mas, o desejo de ofertar deveria nascer no interior do coração, marcado por gratidão e alegria, uma ação voluntária, através da qual o Eterno era adorado. Assim devemos agir, não constrangidos por uma obrigação, mas, com prazer e alegria, pois é do Senhor e é para o Senhor.

Vida Santa, uma condição

"Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta." Mt 5.23,24

A Santidade é uma condição especial, ela gera comunhão e intimidade com o Pai. Antes de trazermos as nossas ofertas ao Senhor, é necessário fazermos um "balanço" e confessarmos pecados e acertarmos todas situações que destoam da vontade de Deus.

Uma Gratidão.

"Oferece a Deus sacrifício de ações de graças e cumpre os teus votos para com o Altíssimo; invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás." Sl 50.14,15

As ações, dizimar e ofertar é uma demonstração que reconhecemos a soberania de Deus e o cuidado que Ele tem para conosco, abençoando-nos no cotidiano em todos os aspectos de nossa existência.

OS FIÉIS SÃO ABENÇOADOS

Quando os servos movidos pelo amor a Deus entregam os dízimos com alegria, tornam-se detentores da promessa de Deus. Ele afirma: “...e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós bênção sem medida.” Ml 3.10

a) Derramarei Bênçãos sem Medidas.

É preciso que a nossa visão, inicialmente seja espiritual, esta é a visão que verdadeiramente nos interessa. Não devemos dizimar interessados em recompensas materiais. O sentimento que deve nos mover a entregar os dízimos é o amor a Deus. E o Eterno em sua misericórdia recompensará, não necessariamente com prosperidade, mas, possivelmente com a melhor das bênçãos a espiritual e a possibilidade de fazer a Sua Obra.

Lembre-se:

"Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo." Lc 14.33

b) Vossa vide não será estéril.

Existe a benção de prosperidade prometida aos fieis. Deve-se esperá-la, jamais buscá-la. Pois há tempo para todas as coisas, e o Senhor conhece as necessidades de cada um. A preocupação deve estar em conservar uma vida santa, reta e justa diante de Deus.

c) As Nações vos chamarão de felizes.

Como é bom encontrar um servo fiel, sempre feliz, um rosto formoso que resplandece a paz de Cristo, mesmo em meio às muitas lutas e dificuldades. São estes os fieis do Senhor, que triunfam e voam como águias (Is 40.31) acima de todas as dificuldades. São agraciados com o derramar de bênçãos sem medidas.

d) Para que haja mantimento.

Quando há fidelidade nos dízimos, a Casa do Senhor é agraciada com recursos que serão usados na pregação do Evangelho, abençoando missões, ministérios e também, o social, vestindo aos irmãos necessitados.

Deus é fiel, honra a Suas promessas; nossa obrigação é sermos fieis, honrarmos ao Eterno em todas as áreas da vida, quando O honramos com os dízimos e ou ofertas tornamo-nos mais próximos do Pai e somos habilitados a recebermos as bênçãos divinas.

17 comentários:

  1. Sempre nos surpreendendo, estou na igreja a mais de 15 anos e sempre entreguei meu dizimo por obediência, agora entendi que devo fazer isso por amor, preciso me acertar em muitas coisas.

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  2. as sementes plantadas hoje sei que vou colher amanhã, porque hoje estou vivendo do que plantei no passado.Mas não adianta só dizimar dinheiro, precisamos dizimar o nosso tempo, o nosso amor e assim vivemos cercados de amigos (verdadeiros).

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  3. Sou católico e não explicam muito sobre dizimo dizem que nós decidimos quanto queremos dizimar, então eu só ofertava, mas lendo a bíblia descobri que deveria ser 10% do que eu ganho, desde que comecei a fazer isso já tive dois aumentos, troquei de carro e estou prestes a comprar uma casa. Deus é fiel.

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  4. So evangelico e não so a favor do dizimo, pode me dizer que estou errado, mais só vejo pastor de carrão, terno de marca e eu que ganho salario minimo vo dar 10porcento? naum do mesmo

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  5. Eu penso que se honramos a Deus, não precisamos e não devemos pensar no que pastor esse ou pastor aquele faz com o que entregamos a Deus. É Ele que cuida, Ele quem vai pedir conta a quem faz uso (ou mau uso, como no caso do amigo acima dizer) do dinheiro que é entregue a Deus para o sustento da obra. Veja Oséias 4.4: "Mas quem ninguém discuta, que ninguém faça acusação, pois sou eu quem acusa os sacerdotes" - Palavra de Deus através do profeta. Eu prefiro honrar a Deus, pois Ele não me envergonha e sempre faz o que é melhor tanto para mim quanto para o outro.

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  6. Julio Cesar Augusto16 de novembro de 2011 19:42

    Comecei a dizimar ha uns 8 meses, ja troquei de carro (não é novo) e hoje dei entrada em meu apartamento. Deus tem sido fiel e cumprido suas promessas.

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  7. Parece que, ninguém le as carta de paulo! leia pricipalmente em GL. q, (NINGUÉM) vai Ser aceito por Deus Por fazer o que a lei manda. e Dizimo Era Lei De Moisés!!!!!!!!! Q, Foi abolido quando cristo veio ao mundo!!! Ou o sacrifício de Jesus Foi em Vão!!! Foi apostolo Paulo quem falou ta nos GL.Confira II CR 3.14-15 Leiam todas as cartas de pulo q, vão entender sobre as (LEIS) Qual erá as Leis q, a Bíblia fala? leia..........

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  8. Caro irmão "anônimo", temos o direito de pensar e agir conforme escolhemos, mas vamos apenas esclarecer algo: em 2Cr. 3.14,15 o Apóstolo fala a respeito da cegueira dos judeus, que os impedem de enxergar a Obra de Cristo, não fala a nosso respeito, isto é, acerca da igreja CRISTÃ. Outra coisa, quando em Gl se fala das obras da Lei, Paulo refere-se a uma forma de 'obediência IMPOSTA' de fora, quando sabemos que façamos o que fizermos, é por amor, já que por amor fomos perdoados e feitos filhos de Deus, e que o Espírito Santo habita em nós, e a nossa obediência vem do amor, vem de motivação interior. Se Cristo vive em mim, como em Gl 2 está escrito, não me é custoso semear, abençoar os pregadores (não atarás a boca do boi que debulha, e digno é o trabalhador de seu trabalho- 1Tm. 5.18).
    Mas para que não nos estendamos muito, cosideremos apenas uma coisa - é mais importante discutirmos a PALAVRA dízimo, ou é mais importante em amor, SERVIR, semeando inclusive nossas finanças na igreja terrena, com alvo na expansao do Reino de Deus?

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  9. Engraçado como as pessoas ficam questionando se devem ou não dar o dizimo. Pra mim ta tudo com Mamom no bolso. entrega e pronto. Ja num ficou com 90% pra sí próprio.

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  10. Pra quem não sabe, Mamom é um demônio que trabalha na área financeira deixando a pessoa mesquinha, muquirana, egoista, gananciosa, ou fazendo tudo o contrário tornando mão aberta e levando a perder tudo. Trabalha também trazendo doenças que faz a pessoa gastar com remédios e hospitais.

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  11. Querido sr. Anonimo,
    Graça e paz da parte do nosso senhor Yeshua.

    Com o perdão da expressão, mas ao que me parece vossa senhoria não leu atentamente as cartas de Paulo (rav. Sha’ul), pois suas interpretação do texto, são completamente tendenciosas, assim como ocorreu com Jeronimo no século IV com a tradução da vulgata, onde a intepretação dos textos foram baseadas em fatores antecedentes a propria tradução, isto é, houve uma manipulação de forma a comprovar um argumento previamente estabelecido.
    Quando abordamos as questões de interpretação e tradução bíblica, devemos minimizar a interferencia tendenciosa de nossas proprias doutrinas e valores, de modo a permitir que o texto seja o mais autentico possível. É fundamental para que tal ocorra que sejam compreendidos os fatores históricos, sociais, culturais, línguisticos, geograficos, políticos, etc., ou seja, é imprescindível que seja compreendo todos os fatores que envolvem a época dos textos e de seus respectos autores.
    O senhor mencionou a carta aos Gálatas, citando — ainda que sem apresentar uma fonte — o texto de Gálatas 2.16 que diz “Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé de Cristo e não pelas obras da lei, porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada.
    Deve-se observar claramente o texto apresentado por vossa senhoria, pois há uma completa distinção entre: lei e obras da lei. Creio que vossa senhoria compreenda claramente a distinção entre tais termos, contudo, gostaria de ressaltar a gritante diferença entre eles, e alguns dos aspectos socioculturias envolvidos.
    O primeiro termo “Lei”, refere-se ao conjunto legal — mandamentos, estatutos, juizos, etc. — entregue pelo próprio Eterno à Moises (Moshe), de modo que engloba todos os fatores envolvidos nas ações e condulta humana, sendo que conforme cita Hebreus 10.1a “Porque tendo a Lei a sombra dos bens futuros, e não a mesma forma das coisas...” . A Lei não é um fim em si mesmo, mas uma tipificação do Reino — deve-se lembrar que um Reino, possui três elementos minimos necessários: um povo, um rei e um conjunto legal.
    Não deve-se confundir “Lei” com “obras da lei”, pois seus fatores de formação e historicidade são completamente distintos, as “obras da lei” emanam dos ensinamentos rabinicos e das tradições de Israel, não sendo necessariamente vinculadas aos mandamentos, isto é, vinculadas à Lei. Dessa forma, as “obras da lei” ou “legalismo” é massivamente atacado nos Escritos Messiânicos (Novo Testamento), inclusive pelo próprio Yeshua em Mateus 23.3-5:
    “Observai, pois, e praticai tudo o que vos disserem; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não praticam; pois atam cargas pesadas e difíceis de levar, e as põem sobre os ombros dos homens; eles, porém, nem ainda com seu dedo as querem mover. E fazem todas as obras a fim de serem vistos pelos homens, pois trazem largos filactérios, e alargam as franjas das suas vestes” .
    Ocorre que a Lei corresponde a “ponta do iceberg” enquanto o “legalismo” (obras da lei, por exemplo) são a parta submersa do assunto e pouco conhecida, por este motivo que Yeshua e rav. Sha’ul abordam tanto essa questão, pois tornaram-se fardos sobre as pessoas de modo que a Lei ao invés de ser um aspectos de obediencia, temor e amor ao Eterno tornou-se um fator determinante de salvação, servindo como jugo para as pessoas, por isso que ninguem será simplesmente aceito por cumprir as “obras da lei”.
    Havendo compreendido esses dois pontos como fatores mínimos necessários de interpretação deste texto, creio que respondi vossa pergunta sobre “qual era a lei que a bíblia fala?”. Não deve-se em hipótese alguma confundir estes dois termos, nunca, jamais! São etmologicamentes e semanticamentes diferentes. (cont.)

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  12. (cont.) Pode-se concluir que os mandamentos e o conjunto legal BÍBLICO em hipotese alguma foi anulado, devendo ser, de fato, melhor interpretado e analisado. Entretanto, hipoteticamente seguindo vossa pensamento de que as leis foram “abolidas”, ainda assim os dizimos seriam um fator fundamental.
    Como vossa senhoria citou “as leis de Moisés” formaram-se unicamente após o Monte Sinai, enquanto os dizimos antecedem a Lei, sendo visto em Bereshit (Gênesis) 14.18.20: “E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e este sacerdote do Deus Altíssimo. E abençoou-o, e disse: Bendito Abrão do Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; e bendito o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E deu-lhe o dízimo de tudo” .
    Quem deu o dizimo de tudo? Abraão. Mas talvez vossa senhoria questione qual a relação com Yeshua, portanto, precisa-se compreender o tratado de Hebreus capítulo 7, ao dizer:
    “Porque este Melquisedeque era rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, o qual veio ao encontro a Abraão, quando ele regressava da matança dos reis, e o abençoou; ao qual também Abraão repartiu o dízimo de tudo, e primeiramente se interpreta rei de justiça, e depois também rei de Salém, que quer dizer rei de paz; sem pai, sem mãe, sem linhagem, que nem tem princípio de dias, nem fim de vida, mas, sendo feito semelhante ao filho de Deus, fica sacerdote para sempre. Ora considerai quão grande este, ao qual até o patriarca Abraão deu o dízimo do despojo. E quanto aos que dentre os filhos de Levi recebem o cargo de sacerdócio têm preceito, segundo a lei, de tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão. Mas aquele que na mesma linhagem não é contado entre eles, tomou dízimo de Abraão, e abençoou ao que tinha as promessas. Ora, sem negação alguma, o que é menor, é abençoado pelo que é maior. E em verdade aqui tomam dízimos homens mortais; mas lá aquele do qual se testifica que vive. E, para modo de falar, também Levi, que toma dízimos, pagou dízimos em Abraão. Porque ainda ele estava nos lombos do pai, quando Melquisedeque lhe saiu ao encontro” (Hebreus 7.1-10).
    Sendo o sacerdócio de Yeshua superior ao dos levidas de forma que até mesmo Abraão deu dizimo, não há como negar que também a igreja deveria entregar seus dizimos ao Senhor, ou acaso seria a igreja maior do que Yeshua? Antes “sem negação alguma, o que é menor, é abençoado pelo que é maior” , portanto, é impossível negar a pratica do dizimo quando fazemos uma interpretação correta e clara das Escrituras.

    Permaneça sobre a graça de Yeshua.

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  13. Antonio Carlos Pontes . Teólogo Cristão25 de dezembro de 2011 20:16

    Amados, o conceito de dízimo não vem da lei.
    700 anos antes da lei, Abraão deu o dízimo de todos os seus bens a Melquizedeque, sacerdote do Deus Altíssimo - (figura de Jesus). Gn 14.18 a 20 - Melquizedeque era rei, não precisava ser sustentado por Abraão. Abraão deu o dízimo num sinal de reconhecimento da soberania e autoridade de Melquizedeque (reverência). Nem era uma exigência de Deus, ele deu espontaneamente. Mais tarde seu neto Jacó seguiu seu exemplo e deu o dízimo quando teve a revelação da casa de Deus em Gn 28.22
    A Nova Aliança é muito superior a Velha, ela vai sempre além. No sermão do monte, Cristo faz uma comparação entre os mandamentos de Moisés (lei) e os seus mandamentos (graça).
    Lei - Proibia-se o homicídio - Graça - Mt 5.21 a 23 - Proíbe-se até a ira.
    Lei - Proibia-se o adultério - Graça - Mt 5.27,28 - Proíbe-se até o olhar impuro
    Lei - Exigia-se o amor ao próximo, mas permitia o ódio ao inimigo. - Graça - Mt 5.43,44 - Exige-se o amor ao próximo, aos irmãos, aos inimigos e também orar pelos que vos perseguem.
    Lei - Exigia-se o dízimo - Graça – Em Lc 14.25 a 33 “...Assim, pois, todo aquele dentre vós que não renuncia a tudo quanto possui, não pode ser meu discípulo”, Exige-se a vida e tudo quanto possui.
    Deste modo vemos que pela graça Deus não exige 10%. Ele exige tudo. O mínimo que podemos dar é o dízimo, conforme diz a lei (e estaremos seguindo a lei). Mas pela graça estamos livres para dar mais. Vemos em Mt. 5.20: "Pois eu vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus."
    O significado mais profundo do dízimo é:
    "Deus não é Senhor apenas de 10% de minhas finanças, Ele é Senhor de tudo (100%)"

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  14. Antonio Carlos Pontes . Teólogo Cristão25 de dezembro de 2011 20:23

    Em Lucas 14, Jesus cita que se não renunciamos a tudo que possuímos não poderemos ser seus discípulos, por isso a liberalidade para contribuir com mais.
    Quanto à alguns “discípulos”, existe a necessidade da instituição do mínimo para que seja ensinado o desapego ao dinheiro, ou seja, com o objetivo de gerar fé e obediência, para que essa pessoa possa ser abençoada.
    Não podemos esquecer que Deus não precisa do nosso dinheiro. Mas quer que sejamos fiéis e obedientes, desprendidos do dinheiro e atentos às necessidades uns dos outros. Para isso precisamos ter fé que Ele cuida de nós, depender Dele para nosso sustento. Precisamos saber que nosso sustento vem do Senhor e não do salário.
    Eu não vejo o dízimo como troca: eu dizimo e Deus me dá. O dízimo serve para que não haja saco furado na vida do cristão como: médico, farmácia, hospital, batida do carro, ladrão, etc. O dinheiro de Deus em nossas mãos é maldição! Ele quer nos dar prosperidade - precisamos confiar n´Ele e ser fieis nos dízimos. Claro, isto tem que ser feito de coração, não por legalismo, ou então não dê, pois estaríamos apenas sendo tão hipócritas quanto os fariseus.
    A Bíblia nos ensina claramente a respeito desse assunto: Dar com discrição (ser discreto) = Mt 6.2,3. Dar livremente = Lc.6.38. Dar como ao Senhor = II Co 8.5. Sermos Generosos = II Co 8.2. Deve ser prova de nosso amor = II Co 8.24. Deve ser de acordo com o que temos = II Co 8.12,15. Deve glorificar a Deus = II Co 9.13. Não ser legalistas (dar de coração). Dar porque tem que dar. Dar para cumprir a lei (principalmente c/ relação ao dízimo). Dar para se sentir justificado. Sensação de dever cumprido. Não ser mercenário com Deus (dar em troca de alguma benção). Não ser justo aos próprios olhos. Ser constante nas contribuições. Planejar as ofertas. Estar atento às necessidades dos irmãos.

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  15. Acredito que Deus não precisa do nosso dinheiro, porém a maior dificuldade na vida do homem é botar a mão no seu bolso. Dizimar é prova de fé de que Deus fará o melhor nas nossas vidas. É importante o crente entender que Deus é dono do $ 100% e a entrega dos $ 10% é devolver a parte que é dele "com alegria e gratidão". Discordo de quem diz que somente o pastor é beneficiado com as entradas. Por um acaso alguma casa consegue se manter sem dinheiro (luz, água, impostos, manutenção, etc ....), creio que não. Então como a igreja se mantém sem as entradas vindas de seus fiéis. A igreja tem o propósito de ser ajudadora e abençoadora. Sem dinheiro como consegue manter missionários, homens de Deus que deixam tudo por Jesus ??? Não sou pastor más sei que o homem de Deus não deve ser tratado com o pouco, roupas usadas, casa arrebentada, carro destruído, filhos sem oportunidades. Acredito que anjo da igreja levantado por Deus deve ser tratado com honra, pois a bíblia diz que das suas mãos será cobrada o sangue das nossas vidas. A biblia também dia que devemos honrar quem merece honra. Não tenho problemas em dizimar e é a primeira coisa que faço qdo recebo para que o inimigo das nossas almas não sopre palavras de medo nos meus ouvidos. Dizimar é prova de fé.

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  16. Mas para mim, o que não concordo mais, é ver algumas igrejas (por sinal as maiores) dar tanta enfase a esse serviço, onde o cidadão é constrangido a dar o dízimo, antes até de se converter. Ou seja, primeiro tem que ser um dizimista então depois aceitar Cristo e se batizar.
    Eu gostaria de ver uma igreja em que um ou mais gazofilácios estivessem na(s) entrada(s), sem ninguém recolhendo para não constrangir. Afinal já que é para dar as primícias, então quem trouxe que dê logo na chegada, e de maneira a mais discreta.
    Antes do término do culto, após feito a contagem das ofertas e dizimos, se houver urgente necessidade de completar o valor para pagamentos, então fazer um único apelo para quem puder colaborar na mesma hora ou dia(s) antes do vendimento dentro da semana.
    Hoje vemos um festival de estratégias, campanhas, marketing abusando da fé das pessoas, e acho que isso tem envergonhado a religião evangélica, principalmente para as igrejas que respeitam seus membros e tradições.

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  17. A paz!

    Acho que é mais fácil dismistificar, do que simplesmente acreditar! Porém se atentarmos ao que a bíblia nos conta, entenderemos que como Israel de Deus (enxertados na videira através de Jesus Cristo) temos não somente o direito às promessas, mas também obrigações!

    Dízimo é mandamento, é uma aliança com Deus e foi instituído antes da Lei!

    O dízimo foi instituido primeiramente por Abraão, e esta aliança foi renovada através de Jacó. Patriarcas estes que viveram muito ANTES da instituição da LEI, através do ministério de Moisés. Portanto, o dízimo não se trata de maldição da lei, já que foi estabelecido POR DEUS antes mesmo da LEI.

    ASsim, independentemente de vivermos na dispensação da graça, o dízimo é mandamento e fidelidade para com o Senhor, e de fato traz a benção de Deus para as nossas vidas.

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