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quarta-feira, 22 de maio de 2013

DECEPÇÃO - FERIDAS QUE PARALISAM



COMO LIDAR COM A DECEPÇÃO QUE MUITAS VEZES NOS PARALISA
A decepção faz parte da vida. Afirmo que é necessário para o desenvolvimento humano. O desapontamento, na grande maioria das vezes é um impulso para a ação, fornece-nos motivação para crescer e ir ao encontro dos nossos objetivos.
A decepção pode considerar-se sempre que identificamos um erro entre aquilo que desejamos alcançar ou que acontecesse e aquilo que realmente alcançamos ou que aconteceu. Sempre que identificamos esta discrepância, na grande maioria das vezes podemos ficar decepcionados, com os outros ou conosco mesmo.
Mas é exatamente essa discrepância que nos permite avançarmos, que nos permite questionarmo-nos, que nos permite olhar a realidade de frente e progredirmos.
A decepção é uma forma de frustração, e aprender a lidar com a frustração é uma habilidade necessária para conseguirmos lidar com as nossas emoções de forma funcional.
A DECEPÇÃO COMO PROMOTORA DO DESENVOLVIMENTO
Para promover o crescimento, a decepção precisa ser experimentada, pelo menos num primeiro momento, em pequenas doses controláveis​​.
Aprender a gerir as decepções e frustrações na infância ajuda-nos a desenvolver a capacidade de lidar com as decepções mais dolorosas que encontramos ao longo de toda a vida.
Por outras palavras, experimentar decepções toleráveis ​​quando somos jovens, enquanto os nossos pais estão lá para nos ajudar a lidar com elas, ajuda-nos a construir  ”músculos” psicológicos, força emocional e habilidades para lidar com esses sentimentos.
Não pretendo passar a mensagem que os pais devem deliberadamente procurar formas de decepcionar os seus filhos. Nada disso. No entanto, é importante no desenvolvimento das crianças que não aja uma super proteção, devendo considerar-se normais pequenas frustrações e toleráveis algumas insatisfações.
Este processo de viver as experiências menos boas sem alarmismos, por exemplo, não ser capaz de encontrar um brinquedo favorito, não ser satisfeito um pedido de doces no supermercado, ter que ficar com uma babá por algumas horas, e até mesmo ter que dividir algo com um irmão, faz parte do importante processo de construção de habilidades de enfrentamento.
Se você é pai, educador ou professor pense nisso por breves momentos. Pense numa forma de desenvolver força emocional na sua criança ou jovem. Por outro lado, se você já é adulto e sente que tem problemas em lidar com a decepção, muito provavelmente não desenvolveu determinadas habilidades chave quando era mais novo.
Por esse motivo não julgue que algo de errado está acontecendo com você. O que necessita é entender os gatilhos que fazem disparar a sua decepção e as crenças que as suportam.
Todos nós ao longo da nossa vida vamos construindo um conjunto de conceitos e ideias que nos servem de orientação e pela qual olhamos o mundo. Mas se essas crenças forem demasiado rígidas, podem causar-lhe problemas encaminhando-o para uma frustração recorrente, empurrando-o para uma decepção generalizada com a maioria da pessoas e/ou da visão que possa ter acerca do mundo.
Na vida adulta, muitas são as vezes que as coisas não acontecem de acordo com as nossas expectativas. Muitas são as vezes que as pessoas não agem de acordo com aquilo que esperamos. Por vezes infligem-nos sofrimento, falham conosco, são ingratas e injustas, levando-nos ao sentimento de decepção. Para lidar com este sentimento de forma a não sairmos denegridos, prejudicados e acima de tudo deprimidos, importa sermos flexíveis, importa acionarmos a aceitação da realidade.
ACEITAR A REALIDADE
Uma das chaves para lidar com a decepção dos outros, é perceber e tomar consciência que somos todos humanos, e os seres humanos são, por definição, seres imperfeitos.
Todos nós, cada um de nós, decepciona alguém, em algum momento ou outro.
Reconhecer este fato da experiência humana pode ajudar-nos a lidar com a dor da desilusão, quando se trata de aprofundar a nossa capacidade de amar e conectarmo-nos com a “imperfeição” dos outros.
Todos temos modelos pelos quais aprendemos a agir no mundo. Essas pessoas transmitem-nos algumas linhas de orientação que nos servem ao longo da vida.
São pessoas que admiramos, e que acima de tudo respeitamos. No entanto, essas pessoas de referência também são humanas, cometem erros, deslizes e por vezes injustiças, direta ou indiretamente, acabando por decepcionar-nos.
No processo de enfrentar as frustrações (processo de ruptura com o modelo), grandes e pequenas, quer em tenra idade quer na idade adulta permite-nos colocar à prova as nossas habilidade de enfrentamento, e com isso desenvolvermos a capacidade de nos ajustarmos à realidade das situações.
Este processo pode ser complicado, mas aplicando alguns passos você pode conseguir ultrapassar o sofrimento da sua decepção:
  • Fale sobre a sua decepção. Abordar o assunto pode parecer fazer piorar a dor no início. Mas, acredito que ao falar sobre os motivos e acontecimentos que o conduziram até à sua decepção pode ser promotor de esclarecimento e da procura de um atenuante. Conversando com amigos, parentes, ou um profissional pode ajudá-lo a processar os sentimentos e a restabelecer o equilíbrio emocional.
  • Lembre-se que existem sempre várias versões para uma história. Tente obter mais informações antes de tomar qualquer ação ou tomar qualquer decisão sobre como responder a uma situação.
  • Coloque-se no lugar da outra pessoa. Mesmo se você tenha uma opinião diferente, não diga, “Eu nunca faria isso.” Quem sabe, você até poderia fazer se estivesse na mesma posição.
  • Seja gentil com você mesmo. A raiva, que pode ser o seu sentimento primário, muitas vezes é uma reação à dor. Tente reconhecer o quão você se sente magoado e tenta amenizar a sua dor com gentileza e bondade. Esforce-se por não ficar demasiado ressentido ou rancoroso.
  • Converse com a pessoa que foi alvo da sua decepção, se for possível, pode ser útil, mas às vezes pode piorar as coisas. Então, seja claro sobre o que você pretende alcançar com essa possível conversa. Insultar ou atacar  provavelmente não vai ajudar. Procure envolver-se numa discussão realista sobre o que a outra pessoa fez, e o quanto isso tem perturbado você, pode ser útil.
O QUE PODE ACONTECER AO LIDAR DE FORMA DESTRUTIVA COM A DECEPÇÃO?
A decepção não é inerentemente algo mau. A decepção comporta em si um lado duplamente positivo. Uma das razões é porque ela representa a paixão a uma causa, a um valor ou a uma pessoa. A outra razão é que ela impulsiona-nos à resolução e à combatividade perante a frustração vivida.  
Quanto maior a sua decepção, maior o significado da sua paixão e consequentemente maior poderá ser o impulso para a solução. No entanto, nem sempre assim é. Nem sempre a pessoa canaliza essa enorme energia da melhor forma e na melhor direção.
Por exemplo, sempre que você tenta afogar a sua desilusão, negar os seus objetivos e sonhos ou mesmo desistir deles, você está realmente apenas rejeitando quem você é verdadeiramente.
Ao subjugar os seus desejos, as suas vontades, os seus objetivos, os seus sonhos, as suas visões, o seu verdadeiro eu, você anula-se. 
Quando você tenta negar os seus desejos reais, você está apenas consumindo-se.
Você pode tentar fingir que está tudo bem e continuar normalmente na sua vida quotidiana, mas você não pode enganar o seu subconsciente.
Quando você se separa dos seus valores e daquilo que é significativo para si, a vida começa a ser vivida de forma vazia.
Com o tempo, você corre o risco de ir-se afundado num estado de decepção e insatisfação que pode conduzi-lo para um estado de apatia geral. Você começa a viver todos os dias “sem vida”, sem paixão ou entusiasmo. Você passa a sentir-se estéril e vazio. Com alguma naturalidade você pode cair em depressão.
A boa notícia é que lidar com a decepção não tem de ser desta forma.  
Você não está sozinho na sua desilusão.
Todos nós somos susceptíveis à decepção e certamente em algum momento iremos ficar decepcionados. Seja com os amigos, familiares, professores, gestores, colegas de trabalho, enfrentar a decepção é uma realidade da vida. Não é um fenômeno exclusivamente seu. Ainda que na grande maioria das vezes a decepção possa ser disparada por um gatilho do qual você não tem plena consciência, você pode proativamente lidar com isso de uma maneira consciente.
Desde que aprenda como lidar corretamente com as suas decepções, você pode levar a vida de forma funcional, em alinhamento com as suas paixões e desejos interiores.
LIDAR DE FORMA CONSTRUTIVA COM A  DECEPÇÃO
Coloque-se num estado mental mais claro sempre que você experimentar a decepção.
Num estado de abatimento você é puxado para baixo, para um estado inferior, onde os seus pensamentos são predominantemente enraizadas no medo, tristeza, dor, ou até mesmo apatia. E, usualmente tudo este processo ocorre de forma subconsciente.
Pode haver momentos em que o sentimento de decepção é tão avassalador que parece o fim do mundo.  A tristeza instala-se, com isso você aciona uma ponte para o seu passado, relembrando-se de mais acontecimentos de tristeza que comprovam a sua decepção. O ciclo de negatividade cresce de forma automática, dado que a tristeza alimenta a tristeza.
Os seus níveis de energia diminuem podendo levar à resignação e à letargia.
Ficar preso num tal estado que o impede de pensar logicamente e com clareza, é desvantajoso. Ao lidar com a decepção, o seu primeiro foco deve ser tentar trazer a sua consciência para um nível mais neutro ou positivo, tentando colocar-se num estado de maior capacidade para reagir à sua situação.
Procure atividades positivas, onde possa melhorar a si mesmo. Que atividades você mais gosta de fazer na sua vida? Identifique-as. Pode-se escrever isso numa folha de papel, jogar, andar no parque, assistir a um filme de comédia ou conversar com amigos divertidos.
Talvez todas estas recomendações possam parecer-lhe banais, coisas normais, coisas que você até já sabe que são úteis.
No entanto digo-lhe que são muitos eficazes. Na grande maioria das vezes as coisas mais simples são as que funcionam, mas são igualmente aquelas às quais somos mais resistentes.
Isto acontece porque julgamos precisar de um “milagre” para nos sentirmos melhor. E, também porque se você não sente vontade nenhuma para fazer algumas das coisas sugeridas, porque razão se vai propor a isso? Porque num estado de decepção, é benéfico que você seja proativo no restabelecimento do seu humor e do seu equilíbrio emocional.
LIGUE-SE AO SEUS VALORES, DESEJOS, INTERESSES E NÃO AOS RESULTADOS
Quando você está desapontado, a sua fonte de decepção pode estar enraizada no seu apego excessivo a um determinado resultado. Quando um resultado não se manifesta do jeito que você imaginou, você fica decepcionado. Esta é uma resposta perfeitamente natural.
No entanto, entenda que as suas expectativas no resultado, ou objetivos, são um reflexo ou projeção externa de um desejo subjacente que você tem.
As expectativas podem ou não ser projeções precisas, porque são interpretações meramente subjetivas do que você pensa que é necessário para viver de acordo com o seu desejo subjacente.
Por exemplo, digamos que você foi a uma entrevista na empresa “A”. A Empresa “A” oferece um pacote de benefícios grande, você já ouviu elogios sobre o local. Você pretende fazer uma carreira na empresa “A”. No entanto, você é preterido por outro candidato a quem consideraram como tendo um melhor perfil para o cargo.  A empresa passa a ter uma política de apenas aceitar um candidato uma vez a cada dois anos. Não há nenhuma maneira de você tentar de novo nos próximos dois anos. O que você deve fazer a partir daqui?
O segundo passo para lidar com a decepção exige que você olhe para os seus desejos e objetivos e não propriamente para o seu resultado obtido.
Comece por reconhecer que um emprego na empresa “A” é apenas uma projeção dos seus desejos internos.
O seu desejo interior pode ser o de obter uma carreira desafiante e ter um emprego num ambiente de trabalho dinâmico.
Se tentou e não conseguiu um bom resultado, há muitas maneiras para alcançar o seu desejo, como trabalhar na Empresa G, Empresa X, ou mesmo a criação do seu próprio negócio. Trabalhar na empresa “A” era apenas uma das muitas maneiras de você poder conseguir isso.
Neste exemplo, era importante não personalizar a decepção. Ou seja, era importante não ficar decepcionado consigo mesmo, nem atribuir descrédito às suas capacidades ou habilidades.
Nestas situações, tal como referido anteriormente é importante encarar a realidade dos fatos, e não entrar num ciclo de negatividade.
É importante perceber a razão do abatimento e da frustração, mas depois, com clareza tentar perceber que na base da desilusão está algo bom: os seus desejos. E esses desejos podem continuar a alimentar as suas ações no sentido de chegar onde pretende.
A decepção só é prejudicial quando você a usa para o travar, para o imobilizar na sua frustração e impedir que continue em frente.
LIBERTE-SE DA SUA ILUSÃO MENTAL
É importante trabalhar a sua capacidade de adaptação às circunstâncias da vida e à mudança, desenvolvendo a sua flexibilidade de pensamento.  
Muitas pessoas permanecem num estado desapontado porque ficam enraizadas nas suas expectativas acerca de como a realidade deve ser.
Se você está decepcionado com alguma coisa, muito provavelmente pode estar a alimentar certas percepções sobre como as coisas deveriam ser.
Estas percepções não são a realidade, elas são invenções criadas por si na sua mente, não propriamente falsas, mas elaboradas nas suas crenças e formas de olhar o mundo. Nem verdadeiras, nem falsas. Mas se estão contribuindo para a sua decepção, merecem ser revistas, merecem outro olhar.
Estas ilusões mentais são desencorajadoras porque o mantêm preso num estado negativo. Algumas dessas ilusões são alimentadas por distorções do pensamento, impedindo-o de progredir na direção para onde você pretende ir.
Lidar de forma assertiva com o desapontamento requer que você fique ciente das suas ilusões mentais.
ENTENDA QUE OS RESULTADOS INDESEJADOS PODEM NÃO SER RETROCESSOS
Muitas pessoas decepcionam-se com algumas situações ou resultados, porque veem isso como uma derrota ou um fracasso comparativamente ao que querem atingir. Sentem-se como se tivessem dado um passo para trás relativamente às suas expectativas.
Por exemplo, digamos que você investiu muito do seu tempo na preparação para os exames. Você tinha a crença de que essas ações, juntamente com o que você sabia (a sua realidade), resultaria num resultado positivo.
No entanto, em vez de atingir esse resultado, você ficou aquém das suas expectativas.
Provavelmente perante uma situação como a descrita anteriormente você ficaria desapontado, essa experiência é realmente exemplificativa que existia um equívoco no seu pensamento.
A apreciação inicial levou-o a concluir que o que fez e sabia era suficiente para alcançar o resultado pretendido, que na verdade não foi. Em vez disso, você pode precisar aumentar os seus recursos ou mudar a sua abordagem para alcançar os resultados desejados.
A sua decepção tem realmente como finalidade  ajudá-lo a mover-se em direção aos seus objetivos, e não conduzi-lo para longe como se pensava inicialmente.
Neste exemplo, e sendo abordado de forma construtiva, iria servir para a obtenção de novas lições, seja sobre si mesmo, a situação ou mesmo do mundo.
Você ganhou alguma coisa que ninguém mais poderia fornecer-lhe.
Como pode um resultado negativo ser um revés se lhe deu algo novo para aprender?
Você chega a um novo nível de consciência e crescimento que nunca teve antes. A decepção promoveu-lhe novos entendimentos e formas mais funcionais para obter o que desejava
AVANCE: FOQUE-SE EM FAZER O MELHOR QUE PUDER
Lidar com a decepção não é definitivamente uma tarefa fácil, mas se você trabalhar focado nas etapas mencionadas acima, acabará por ajudar a retirá-lo do estado vazio e confuso que provavelmente se encontra.
Ainda que alguns dos seus objetivos do passado possam ter culminado em decepção, isso pertence ao passado.
Você agora tem a possibilidade de lidar com as frustrações de uma forma mais funcional e vantajosa para si. Mantenha-se focado nos seus desejos e nos seus sonhos de vida.
Não olhe os resultados como fracassos usando a decepção como uma paralisia da ação. Com os seus desejos em mente, continue em frente. 
 “A vida não é apenas sobre como alcançar as metas, é sobre vivê-las ao máximo.” (Miguel Lucas)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

TRABALHAR DEMAIS É VÍCIO? (workaholic)


Trabalhar, cumprir objetivos e obter melhores remunerações são alguns dos objetivos de qualquer profissional, mas por vezes estas metas transformam-se numa obrigação auto-imposta e excessiva. Quando a prioridade da vida se concentra no trabalho, estamos perante um workaholic.

Está provado em diversos estudos mundiais que trabalhar mais de doze horas por dia aumenta em 37% a possibilidade de sofrer de alguma doença.

Mas esta condição não só afeta as relações pessoais como também as familiares, já que o tempo torna-se cada vez menor. Os sintomas são: irritabilidade, perda de apetite, desgaste tanto físico como psicológico, e profunda depressão.

Sou um viciado no trabalho?

Existem alguns padrões que indicam quando uma pessoa está “viciada em trabalho”, como por exemplo trabalhar permanentemente muito mais tempo do que as horas estabelecidas, levar diariamente trabalho para casa, não ter tempo para descansar ou não sair de férias, assim como deixar de passar fins-de-semana em família devido a questões trabalhistas.

Existem casos ainda mais extremos em que as pessoas vivem constantemente a pensar nas tarefas pendentes e sentem uma sensação de culpa ou tensão se não estão a trabalhar.

No meio do povo cristão pode existir esse problema?

Atualmente inúmeros servos de Deus tem se dedicado tanto a obra que acabam caindo nessa cilada do inimigo sem nem ao menos perceber.

Homens e mulheres se dedicam tanto ao ministério, que esquecem de si mesmo e de seus familiares.Muitas vezes se escondem por traz de Deus para justificarem sua atitude, dizendo que estão a serviço do Senhor e que fazem isso para o Reino, mas a Palavra de Deus diz em Mateus 11.30:

"Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve"

Formas de combater o vício:

- Fixar horários estabelecidos para o trabalho e cumpri-los, o mesmo acontece para o tempo de descanso.

- Fixar metas alcançáveis. Se sentir que não tem tempo suficiente para as tarefas, deverá contar com a ajuda externa dos seus colegas de trabalho ou dos seus superiores.

- Procurar atividades extras, sozinho ou acompanhado para ter tempo para se divertir e descansar, esta é uma forma para que o trabalho não se torne a sua única filosofia de vida.

É fundamental que as pessoas descubram a tempo que a sua vida está em desequilíbrio, se já não é possível solucionar pelas suas próprias mãos, a melhor alternativa é procurar um especialista, por exemplo um psicólogo ou um pastor. O mais importante é ter consciência que trabalhar mais horas não significa necessariamente maior qualidade.

LEMBRE-SE: O trabalho dignifica o homem, e seus benefícios devem proporcionar melhor qualidade de vida para o trabalhador e para sua família (isso na vida secular e na vida religiosa). Jamais esse trabalho deve dividir ou afastar a família, caso isso esteja acontecendo, reveja seus conceitos.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

TRANSTORNO DE CONDUTA - ANSIEDADE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

A libertação infantil vai muito além de orar pela criança e adolescente e mandar o demônio embora como algumas pessoas pensam. É preciso ter conhecimento sobre o comportamento da criança e fazer um vasto diagnóstico da situação para descobrirmos a causa de alguns comportamentos. A psicologia chama de transtorno de conduta e analisa a ansiedade apresentada pela criança, e busca a cura através de diálogos e auto descobrimento.

Eis aqui alguns comportamentos que observamos em crianças e adolescentes quando os recebemos na sala de atendimento pastoral:

Muitas vezes nos deparamos com comportamentos infantis que não sabemos como lidar ou diagnosticar, mas é muito importante salientar que algumas atitudes são mais que simples "falta de educação", ou "frescura".

Algumas crianças, precisam de acompanhamento clínico e psicológico além do espiritual.

Os critérios de diagnósticos mais completos para Transtorno de Ansiedade de Separação são principalmente os seguintes:

1 - sofrimento excessivo e recorrente frente à ocorrência ou previsão de afastamento de casa ou de figuras importantes de vinculação

2 - preocupação persistente e excessiva acerca de perder, ou sobre possíveis perigos envolvendo figuras importantes de vinculação

3 - preocupação persistente e excessiva de que um evento indesejado leve à separação de uma figura importante de vinculação (por ex., perder-se ou ser seqüestrado)

4 - relutância persistente ou recusa a ir para a escola ou a qualquer outro lugar, em razão do medo da separação

5 - temor excessivo e persistente ou relutância em ficar sozinho ou sem as figuras importantes de vinculação em casa ou sem adultos significativos em outros contextos

6 - relutância ou recusa persistente a ir dormir sem estar próximo a uma figura importante de vinculação ou a pernoitar longe de casa

7 - pesadelos repetidos envolvendo o tema da separação

8 - repetidas queixas de sintomas somáticos (tais como cefaléias, dores abdominais, náusea ou vômitos) quando a separação de figuras importantes de vinculação ocorre ou é prevista

Outras Ansiedades na Infância e Adolescência

O Transtorno de Separação na Infância faz parte do grupo dos Transtornos Ansiosos, portanto, ela não é a única forma de apresentação da ansiedade em crianças e adolescentes. Outro quadro muito comum é a própria Ansiedade Generalizada.

A ansiedade é um sentimento vago e desagradável de medo e apreensão, caracterizado por tensão, estado de alerta contínuo, desconforto global e expectativa de algum perigos. As crianças podem não ter uma crítica acurada sobre a possibilidade de seus medos serem exagerados ou irracionais, mas, não obstante, sentem a ansiedade em toda sua plenitude. Via de regra a ansiedade pode ocorrer em varias condições psiquiátricas, tais como nas depressões, psicoses, transtorno hiperativo, etc. A causa dos transtornos ansiosos infantis é muitas vezes desconhecida e provavelmente multifatorial, incluindo fatores hereditários e ambientais.

A Ansiedade Generalizada tende a se manifestar em idade mais alta do que o Transtorno de Separação. Embora o Transtorno de Separação possa vir acompanhado de sintomas físicos, como vimos acima, as crianças de mais idade e adolescentes com Ansiedade Generalizada apresentam significativamente mais sintomas do que as crianças mais novas e exibem excessiva preocupação sobre muitos aspectos diferentes de suas vidas, normalmente sobre temas de preocupação mais apropriados aos adultos.

As crianças e adolescentes com Ansiedade Generalizada podem preocupar-se excessivamente com temas inadequados para a idade, como por exemplo, com sua própria competência, com o que vestirão no dia seguinte, como se sairão numa prova ou qual a área que escolherão na universidade. Os pacientes que se preocupam exageradamente com a própria competência costumam ter um marcante traço perfeccionista, mostram um desejo exagerado de sobressair na escola, nos esportes, nas relações sociais e na aparência física.

Talvez em decorrência destas características estas crianças costumam mostrar um grau acentuado (incomum para a idade) de autoconscientização. São comuns as queixas somáticas, inclusive cefaléias, desconforto gastrintestinal e tensão muscular, chegando, esses sintomas juntamente com a própria ansiedade, a produzir sofrimento significativo e comprometimento de suas funções cotidianas.

Outro quadro extremamente comum entre as crianças e adolescentes é o Transtorno Fóbico Ansioso da infância. Trata-se, também, de um quadro relacionado às ansiedades e caracterizado pela presença de medos anormais diante de situações ou objetos específicos. Para ser considerado uma Fobia, o medo deve ser anormal e acompanhado de sintomas físicos.

Quando exposta ao estímulo fóbico, seja uma situação ou objeto (animal, etc) a criança ou adolescente sente-se mal, com vários sintomas físicos, chamados sintomas autossômicos, tais como sudorese, palpitações, tontura, sensação de desmaio, falta de ar, etc. Normalmente, tal como nos adultos com esse transtorno fóbico, as crianças e adolescentes evitam as situações e objetos que lhes causam fobia. À isso chamamos de comportamento evitativo.

Além das fobias à pequenos animais, injeções, escuridão, altura e ruídos intensos, as crianças de mais idade e os adolescentes apresentam um medo fóbico persistente e intenso de situações onde se julgam estar expostos à avaliação de outros, tendendo a se sentirem envergonhados ou humilhados. Normalmente essas situações fóbicas são de falar em sala de aula, de comer junto a outras crianças, de ir a festas, escrever na frente de outros colegas e até usar banheiros públicos. Quando é assim o quadro passa a se chamar Fobia Social.

O Distúrbio de Ansiedade Social da Infância, caracterizado pela presença de retraimento com relação a estranhos e temor ou medo relacionado com situações novas, ou inquietantes. Mas, diferenciando da Fobia Social, recomenda-se que esta categoria de diagnóstico só deve ser usada quando tais temores aparecem na primeira infância, são excessivos e se acompanham de uma perturbação do funcionamento social.

Adaptação do texto de Ballone GJ, Transtorno de ansiedade de Separação na Infância.

Em tudo que acabamos de analisar podemos afirmar que a criança e o adolescente necessita de acompanhamento espiritual, assim como o psicológico. Orações e muito amor.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

AS CONSEQUÊNCIAS DO ABUSO SEXUAL


O que pode acontecer a uma criança que sofreu abuso sexual. O papel da família é essencial na recuperação física e emocional da criança que sofreu abuso sexual. A atenção que deverá proporcionar a esta criança não deve somente centrar-se no cuidado das suas lesões físicas, mas deve ser acompanhada por outros profissionais para dar-lhe também acompanhamento psicológico.

A criança que sofre ou sofreu algum abuso sexual sofrerá consequências a curto e longo prazo. O Manual de Prevenção do Abuso Sexual, publicado por Save the Children (Salvem as crianças), mostra as seguintes consequências:

Consequências a curto prazo do abuso infantil

- Físicas: pesadelos e problemas com o sono, mudanças de hábitos alimentares, perda do controle de esfíncteres.

- Comportamentais: Consumo de drogas e álcool, fugas, condutas suicidas ou de auto-flagelo, hiperatividade, diminuição do rendimento acadêmico.

- Emocionais: medo generalizado, agressividade, culpa e vergonha, isolamento, ansiedade, depressão, baixa auto-estima, rejeição ao próprio corpo (sente-se sujo).

- Sexuais: conhecimento sexual precoce e impróprio para a sua idade, masturbação compulsiva, exibicionismo, problemas de identidade sexual.

- Sociais: déficit em habilidades sociais, retração social, comportamentos antisocicias.

Consequências a longo prazo do abuso sexual infantil

Existem consequências da vivência que permanecem, ou inclusive podem piorar com o tempo, até chegar a configurar patologias definidas. Por exemplo:

- Físicas: dores crônicas gerais, hipocondria ou transtornos psicossomáticos, alterações do sono e pesadelos constantes, problemas gastrointestinais, desordem alimentar.

- Comportamentais: tentativa de suicídio, consumo de drogas e álcool, transtorno de identidade.

- Emocionais: depressão, ansiedade, baixa auto-estima, dificuldade para expressar sentimentos.

- Sexuais: fobias sexuais, disfunções sexuais, falta de satisfação ou incapacidade para o orgasmo, alterações da motivação sexual, maior probabilidade de sofre estupros e de entrar para a prostituição, dificuldade de estabelecer relações sexuais.

- Sociais: problemas de relação interpessoal, isolamento, dificuldades de vínculo afetivo com os filhos.

domingo, 3 de abril de 2011

COMO SAIR DA DEPRESSÃO

Os cristãos na maioria das vezes não aceita que pode estar com depressão e acaba não aceitando procurar ajuda médica quando começa a sentir-se desmotivado, mal humorado....

Mas existem alguns alimentos que podem ajudá-lo a vencer este desafio.




12 ALIMENTOS PARA COMBATER A DEPRESSÃO



Ricos em nutrientes, eles garantem bem-estar e ajudam no tratamento da doença


por Roberta Vilela



A depressão é um transtorno mental bastante comum atualmente. Segundo o Ministério da saúde, estima-se que, na América Latina, 24 milhões de pessoas sofram com a doença. Num episódio depressivo a pessoa pode se sentir sem energia, com o humor afetado, sem interesse e sem vontade de fazer tarefas comuns da sua rotina, além dos sintomas físicos como dor de cabeça e dor de estômago. Segundo o nutrólogo Roberto Navarro, nosso cérebro produz substâncias chamadas de neurotransmissores que controlam inúmeras funções cerebrais. Um destes neurotransmissores, a serotonina, é capaz de dar ao cérebro sensação de bem-estar, regulando nosso humor e também dando sensação de "saciedade".



A alimentação pode ajudar a produzir mais serotonina, aumentando o bom humor e ajudando no combate da depressão, entretanto, vale lembrar que ela não substitui o tratamento da doença, com a intervenção medicamentosa e terapia. "Para a produção cerebral da serotonina há necessidade de "matérias primas" (chamadas de cofatores) fundamentais para sua síntese, como exemplos: triptofano (aminoácido), magnésio, cálcio (minerais), vitamina B6, ácido fólico (vitaminas)", ressalta Navarro. A seguir, conheça alguns alimentos que melhorar o seu humor e são excelentes coadjuvantes para dar uma "forcinha" no combate da doença



Castanha-do-pará, nozes e amêndoas:



Elas são ricas em selênio, um poderoso agente antioxidante. Segundo a nutricionista Abykeyla Tosatti, elas colaboram para a melhoria dos sintomas de depressão, auxiliando na redução do estresse. As quantidades diárias recomendadas são duas a três unidades de castanha-do-pará ou cinco unidades de nozes ou 10 a 12 unidades de amêndoas. Mas também dá para fazer um mix saboroso dessas oleaginosas.



Leite e iogurte desnatado:



Eles são ótimas fontes de cálcio, mineral que elimina a tensão e depressão. "O cálcio ajuda a reduzir e controlar o nervosismo e a irritabilidade. Ele participa também das contrações musculares, dos batimentos cardíacos e da transmissão de impulsos nervosos e regulariza a pressão arterial", explica a nutricionista Abykeyla Tosatti. É recomendado o consumo de 2 a 3 porções por dia.



Frutas:



Melancia, abacate, mamão, banana, tangerina e limão são conhecidos como agentes do bom humor. "Todas estas frutas são ricas em triptofano, aminoácido que ajuda na produção de serotonina", explica a nutricionista Abykeyla Tosatti. É recomendado o consumo de três a cinco porções de frutas todos os dias.



Laranja e maçã:



Elas ganham destaque porque fornecem ácido fólico, cujo consumo está associado a menor prevalência de sintomas depressivos. Além disso, por ser rica em vitamina C, a laranja promove o melhor funcionamento do sistema nervoso, garante energia, ajuda a combater o estresse e previne a fadiga



Banana e abacate:



A banana é rica em carboidrato (hidratos de carbono), potássio e magnésio. Também é fonte de vitamina B6, que produz energia. "A fruta diminui a ansiedade e ajuda a ter um sono tranquilo", explica Abykeyla. Tão bom quanto, o abacate é outra ótima opção, e antes de dormir. Consuma duas colheres de chá da fruta pura (sem açúcar ou adoçante) todos os dias antes de se deitar.



Mel:



Esse alimento estimula a produção de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer e bem-estar. Para usufruir dos benefícios, duas colheres de sobremesa, ao dia, são suficientes.



Ovos:



"Eles são uma boa fonte de tiamina e a niacina (vitaminas do complexo B), que colaboram com o bom humor", aponta Abykeyla Tosatti. O recomendado é uma unidade por dia, no máximo. Quem tem colesterol alto deve se preocupar com o consumo em excesso, e evitar, principalmente a versão frita.



Carnes magras e peixes:



"O triptofano, presentes nestas fontes de proteína, ajuda no combate da depressão e melhora o humor, pois aumenta a produção de serotonina, que exerce grande influência no estado de humor, pois é capaz de reduzir a sensação de dor, diminuir o apetite, relaxar, criar a sensação de prazer e bem-estar e até induzir e melhorar o sono", enfatiza a nutricionista Abykeyla Tosatti. Ela recomenda entre uma e duas porções por dia, principalmente de peixes como atum e salmão.



Carboidratos complexos:



Eles ajudam o organismo a absorver triptofano e estimulam a produção do neurotransmissor serotonina, que ajuda a reduzir as sensações de depressão. "Uma alimentação pobre em carboidratos, por vários dias, pode levar a alterações de humor e depressão. Alimentos fontes de carboidratos: pães, cereais integrais (trigo, arroz)", explica a especialista Abykeyla Tosatti. A recomendação é de 6 a 9 porções diárias.



Aveia e centeio:



Os dois são ricos em vitaminas do complexo B e vitamina E. "Estes nutrientes possuem grande importância, pois, melhoram o funcionamento do intestino, combatem a ansiedade e a depressão", diz a nutricionista Abykeyla Tosatti. A recomendação é de, pelo menos, três colheres de sopa cheia por dia.



Folhas verdes:



Estudos mostram que uma alimentação com consumo elevado de folato (importante vitamina do complexo B) está associada a menor prevalência de sintomas depressivos. Um dos alimentos ricos em folato são as hortaliças folhosas verde-escuras (espinafre, brócolis, alface). "Algumas pesquisas mostram que indivíduos deprimidos podem apresentar baixos níveis de vitamina B12, levando a diminuição do folato e o desequilíbrio do metabolismo dos neurotransmissores do cérebro associados ao controle do humor", adverte a especialista Abykeyla Tosatti. O recomendado é a ingestão diária de três a cinco porções por dia.



Soja:



Ela é rica em magnésio que é o segundo mineral mais abundante no nosso organismo e desempenha um papel fundamental na energia das células. Sua deficiência pode resultar em falta de energia. "O magnésio ajuda a reduzir a fadiga e aumentar os níveis de energia. Esse mineral combate o estresse porque tem propriedades tranquilizantes naturais, principalmente quando combinadas com cálcio", explica a nutricionista Abykeyla Tosatti.



Fazendo uma dieta balanceada, orando, buscando a Deus....cuidando de seu corpo, sua alma e seu espírito irá vencer mais este desafio em sua vida.


E se você sente que esta deprimido, mesmo sendo alguem que trabalha na casa do Senhor, verifque se não esta fazendo mais do que seu corpo aguenta, porque o estresse físico gera a depressão (um se confunde com o outro), então tenha uma boa alimentação, mas tire um tempo pra você também.


Afinal....O Senhor descansou no sétimo dia, e Ele deve ser o seu exemplo de vida.

sábado, 26 de março de 2011

TRANSTORNO DE PERSONALIDADE - BORDERLINE

Transtorno de Personalidade Borderline. Seqüelas de abuso na infância.


Borderline é um transtorno de personalidade que traz sérias conseqüências para a pessoa, seus familiares e seus amigos próximos. O termo "fronteiriço" se refere ao limite entre um estado normal e um quase psicótico, assim como às instabilidades de humor.



Não é muito freqüente. Nos USA se considera 2% da população, (mas cuidado, geralmente as estatísticas lá são exageradas). Muito mais freqüente em mulheres do que em homens (por isso a página é escrita no feminino).



1) Sintomas (claro que nem todas as Borderline tem todos estes sintomas):



· Medo de abandono: uma necessidade constante, agoniante de nunca se sentirem sozinhas, rejeitadas e sem apoio.


· Dificuldade de administrar emoções


· Impulsividade.


· Instabilidade de humor. As oscilações de humor do DAB ou TAB - Distúrbio ou Transtorno Afetivo Bipolar duram semanas ou meses, mas as Borderline têm oscilações de minutos, horas, dias. Essas oscilações de humor incluem depressões, ataques de ansiedade, irritabilidade, ciúme patológico, hetero- e auto-agressividade. Uma paciente marca a consulta informando que está super deprimida, querendo morrer. No dia seguinte chega à consulta bem humorada, bem vestida, maquiada, vaidosa.


· Comportamento auto-destrutivo (se machucar, se cortar, se queimar). As portadoras de Borderline dizem que se machucam para satisfazer uma necessidade irresistível de sentir dor. Ou porque a dor no corpo "é melhor que a dor na alma".


· Tentativas de suicídio, mais freqüentemente as de impulso do que as planejadas.


· Mudanças de planos profissionais, de círculos de amizade.


· Problemas de auto-estima. Borderlines se sentem desvalorizadas, incompreendidas, vazias. Não tem uma visão muito objetiva de si mesmos.


· Muito impulsivas: idealizam pessoas recém conhecidas, se apaixonam e desapaixonam de maneira fulminante. Desenvolvem admiração e desencanto por alguém muito rapidamente. Criam situações idealizadas sem que o parceiro objeto do afeto muitas vezes nem tenha idéia de que o relacionamento era tão profundo assim...


· Alta sensibilidade a qualquer sensação de rejeição. Pequenas rejeições provocam grandes tempestades emocionais. Uma pequena viagem de negócios do namorado ou marido pode desencadear uma tempestade emocional completamente desproporcional (acusações de rejeição, de abandono, de não se preocupar com as necessidades dela, de egoísmo, traição, etc.).


· A mistura de idealização por alguém e a extrema sensibilidade às pequenas rejeições que fazem parte de qualquer relacionamento são a receita ideal para relacionamentos conturbados e instáveis, para rompimentos e estabelecimento imediato de novos relacionamentos com as mesmas idealizações.


· Menos freqüente: episódios psicóticos (se sentirem observadas, perseguidas, assediadas, comentadas).



2) Risco aumentado para:



· Compras Compulsivas.


· Sexo de risco.


· Comer Compulsivo, Bulimia, Anorexia.


· Depressão.


· Distúrbios de Ansiedade.


· Abuso de substâncias.


· Transtorno Afetivo Bipolar.


· Outros Transtornos de Personalidade.


· Violência (não só sexual), abusos e abandono, por causa da impulsividade e da falta de crítica para escolher novos parceiros.



3) A causa provável é uma combinação de:



· Vivências traumáticas (reais ou imaginadas) na infância, por exemplo abuso psicológico, sexual, negligência, terror psicológico ou físico, separação dos pais, orfandade.


· Vulnerabilidade individual.


· Stress ambiental que desencadeia o aparecimento do comportamento Borderline.



Cuidado com conclusões precipitadas do tipo "você foi abusada" ou "você foi aterrorizada".



4) Evolução:



· Geralmente começa a se manifestar no final da adolescência e início da vida adulta.


· Com o passar dos anos existe uma diminuição do número de internações hospitalares e de tentativas de suicídio.


· Parece piada de mau gosto, mas é uma realidade estatística: a cada tentativa de suicídio que a Borderline sobrevive, diminui a chance de uma nova tentativa.



5) Fatores de bom prognóstico:



· Bons relacionamentos familiares, sociais, afetivos, profissionais.


· Participação em atividades comunitárias: igrejas, clubes, associações culturais, artísticas, etc.


· Baixa ou ausente freqüência de auto-agressão.


· Baixa ou ausente freqüência de tentativas de suicídio.


· Ser casada.


· Ter filhos.


· Não ser promíscua.



6) Tratamento.



· A integração de tratamentos medicamentosos mais psicoterápico trouxe grandes progressos no tratamento do Transtorno Borderline.



Medicação:


· O tratamento medicamentoso inclui Estabilizadores de Humor (mesmo que não se trate de DAB) pois eles ajudam a conter a impulsividade e as oscilações de humor.


· Antidepressivos e Tranqüilizantes não tem a mesma eficácia que teriam em casos de depressões ou ansiedades "puras" mas certamente tem sua utilidade em Borderline.



· Embora a medicação seja muito importante, ela é ator coadjuvante. O ator principal no tratamento é a Psicoterapia.



Psicoterapia:


· Não é uma terapia fácil. O que acontece "na vida real" acontece dentro do consultório: instabilidade, alternância de amor e ódio, idealização e desapontamento com o terapeuta, sedução, impulsividade, etc.



· Isso quer dizer o seguinte: o tratamento exige paciência, persistência, disciplina e muito boa vontade.



· Pacientes gratos hoje podem se mostrar ingratos amanhã.



O papel da igreja:



· Identificar a situação, se é físico, psicológico ou espiritual.


· Apresentar o amor de Cristo e o plano de Salvação.


· Detectando as características acima descritas começar a acompanhar de perto, procurar tratar da alma, e levar a pessoa a liberar perdão para todos os que supostamente a agrediram.


· Arrumar atividades que ocupem os pensamentos e que criem sensações de auto-capacidade.


· Apresentar irmãos que compreendam que a pessoa precisa de ajuda, que precisa ser amada.


· Não se deixar abater quando problemas aparecerem, (somos servos e fazemos por Deus e para Deus).


· Incentivar o tempo todo a não desistir.


· A luta será constante, mas com o Senhor no controle e a ajuda de pessoas da fé, a vitória é certa.