- Fale sobre a sua decepção. Abordar o assunto pode parecer fazer piorar a dor no início. Mas, acredito que ao falar sobre os motivos e acontecimentos que o conduziram até à sua decepção pode ser promotor de esclarecimento e da procura de um atenuante. Conversando com amigos, parentes, ou um profissional pode ajudá-lo a processar os sentimentos e a restabelecer o equilíbrio emocional.
- Lembre-se que existem sempre várias versões para uma história. Tente obter mais informações antes de tomar qualquer ação ou tomar qualquer decisão sobre como responder a uma situação.
- Coloque-se no lugar da outra pessoa. Mesmo se você tenha uma opinião diferente, não diga, “Eu nunca faria isso.” Quem sabe, você até poderia fazer se estivesse na mesma posição.
- Seja gentil com você mesmo. A raiva, que pode ser o seu sentimento primário, muitas vezes é uma reação à dor. Tente reconhecer o quão você se sente magoado e tenta amenizar a sua dor com gentileza e bondade. Esforce-se por não ficar demasiado ressentido ou rancoroso.
- Converse com a pessoa que foi alvo da sua decepção, se for possível, pode ser útil, mas às vezes pode piorar as coisas. Então, seja claro sobre o que você pretende alcançar com essa possível conversa. Insultar ou atacar provavelmente não vai ajudar. Procure envolver-se numa discussão realista sobre o que a outra pessoa fez, e o quanto isso tem perturbado você, pode ser útil.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
DECEPÇÃO - FERIDAS QUE PARALISAM
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
TRABALHAR DEMAIS É VÍCIO? (workaholic)

Trabalhar, cumprir objetivos e obter melhores remunerações são alguns dos objetivos de qualquer profissional, mas por vezes estas metas transformam-se numa obrigação auto-imposta e excessiva. Quando a prioridade da vida se concentra no trabalho, estamos perante um workaholic.
Está provado em diversos estudos mundiais que trabalhar mais de doze horas por dia aumenta em 37% a possibilidade de sofrer de alguma doença.
Mas esta condição não só afeta as relações pessoais como também as familiares, já que o tempo torna-se cada vez menor. Os sintomas são: irritabilidade, perda de apetite, desgaste tanto físico como psicológico, e profunda depressão.
Sou um viciado no trabalho?
Existem alguns padrões que indicam quando uma pessoa está “viciada em trabalho”, como por exemplo trabalhar permanentemente muito mais tempo do que as horas estabelecidas, levar diariamente trabalho para casa, não ter tempo para descansar ou não sair de férias, assim como deixar de passar fins-de-semana em família devido a questões trabalhistas.
Existem casos ainda mais extremos em que as pessoas vivem constantemente a pensar nas tarefas pendentes e sentem uma sensação de culpa ou tensão se não estão a trabalhar.
No meio do povo cristão pode existir esse problema?
Atualmente inúmeros servos de Deus tem se dedicado tanto a obra que acabam caindo nessa cilada do inimigo sem nem ao menos perceber.
Homens e mulheres se dedicam tanto ao ministério, que esquecem de si mesmo e de seus familiares.Muitas vezes se escondem por traz de Deus para justificarem sua atitude, dizendo que estão a serviço do Senhor e que fazem isso para o Reino, mas a Palavra de Deus diz em Mateus 11.30:
"Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve"
Formas de combater o vício:
- Fixar horários estabelecidos para o trabalho e cumpri-los, o mesmo acontece para o tempo de descanso.
- Fixar metas alcançáveis. Se sentir que não tem tempo suficiente para as tarefas, deverá contar com a ajuda externa dos seus colegas de trabalho ou dos seus superiores.
- Procurar atividades extras, sozinho ou acompanhado para ter tempo para se divertir e descansar, esta é uma forma para que o trabalho não se torne a sua única filosofia de vida.
É fundamental que as pessoas descubram a tempo que a sua vida está em desequilíbrio, se já não é possível solucionar pelas suas próprias mãos, a melhor alternativa é procurar um especialista, por exemplo um psicólogo ou um pastor. O mais importante é ter consciência que trabalhar mais horas não significa necessariamente maior qualidade.
LEMBRE-SE: O trabalho dignifica o homem, e seus benefícios devem proporcionar melhor qualidade de vida para o trabalhador e para sua família (isso na vida secular e na vida religiosa). Jamais esse trabalho deve dividir ou afastar a família, caso isso esteja acontecendo, reveja seus conceitos.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
TRANSTORNO DE CONDUTA - ANSIEDADE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

1 - sofrimento excessivo e recorrente frente à ocorrência ou previsão de afastamento de casa ou de figuras importantes de vinculação
2 - preocupação persistente e excessiva acerca de perder, ou sobre possíveis perigos envolvendo figuras importantes de vinculação
3 - preocupação persistente e excessiva de que um evento indesejado leve à separação de uma figura importante de vinculação (por ex., perder-se ou ser seqüestrado)
4 - relutância persistente ou recusa a ir para a escola ou a qualquer outro lugar, em razão do medo da separação
5 - temor excessivo e persistente ou relutância em ficar sozinho ou sem as figuras importantes de vinculação em casa ou sem adultos significativos em outros contextos
6 - relutância ou recusa persistente a ir dormir sem estar próximo a uma figura importante de vinculação ou a pernoitar longe de casa
7 - pesadelos repetidos envolvendo o tema da separação
8 - repetidas queixas de sintomas somáticos (tais como cefaléias, dores abdominais, náusea ou vômitos) quando a separação de figuras importantes de vinculação ocorre ou é prevista
Outras Ansiedades na Infância e Adolescência
O Transtorno de Separação na Infância faz parte do grupo dos Transtornos Ansiosos, portanto, ela não é a única forma de apresentação da ansiedade em crianças e adolescentes. Outro quadro muito comum é a própria Ansiedade Generalizada.
A ansiedade é um sentimento vago e desagradável de medo e apreensão, caracterizado por tensão, estado de alerta contínuo, desconforto global e expectativa de algum perigos. As crianças podem não ter uma crítica acurada sobre a possibilidade de seus medos serem exagerados ou irracionais, mas, não obstante, sentem a ansiedade em toda sua plenitude. Via de regra a ansiedade pode ocorrer em varias condições psiquiátricas, tais como nas depressões, psicoses, transtorno hiperativo, etc. A causa dos transtornos ansiosos infantis é muitas vezes desconhecida e provavelmente multifatorial, incluindo fatores hereditários e ambientais.
A Ansiedade Generalizada tende a se manifestar em idade mais alta do que o Transtorno de Separação. Embora o Transtorno de Separação possa vir acompanhado de sintomas físicos, como vimos acima, as crianças de mais idade e adolescentes com Ansiedade Generalizada apresentam significativamente mais sintomas do que as crianças mais novas e exibem excessiva preocupação sobre muitos aspectos diferentes de suas vidas, normalmente sobre temas de preocupação mais apropriados aos adultos.
As crianças e adolescentes com Ansiedade Generalizada podem preocupar-se excessivamente com temas inadequados para a idade, como por exemplo, com sua própria competência, com o que vestirão no dia seguinte, como se sairão numa prova ou qual a área que escolherão na universidade. Os pacientes que se preocupam exageradamente com a própria competência costumam ter um marcante traço perfeccionista, mostram um desejo exagerado de sobressair na escola, nos esportes, nas relações sociais e na aparência física.
Talvez em decorrência destas características estas crianças costumam mostrar um grau acentuado (incomum para a idade) de autoconscientização. São comuns as queixas somáticas, inclusive cefaléias, desconforto gastrintestinal e tensão muscular, chegando, esses sintomas juntamente com a própria ansiedade, a produzir sofrimento significativo e comprometimento de suas funções cotidianas.
Outro quadro extremamente comum entre as crianças e adolescentes é o Transtorno Fóbico Ansioso da infância. Trata-se, também, de um quadro relacionado às ansiedades e caracterizado pela presença de medos anormais diante de situações ou objetos específicos. Para ser considerado uma Fobia, o medo deve ser anormal e acompanhado de sintomas físicos.
Quando exposta ao estímulo fóbico, seja uma situação ou objeto (animal, etc) a criança ou adolescente sente-se mal, com vários sintomas físicos, chamados sintomas autossômicos, tais como sudorese, palpitações, tontura, sensação de desmaio, falta de ar, etc. Normalmente, tal como nos adultos com esse transtorno fóbico, as crianças e adolescentes evitam as situações e objetos que lhes causam fobia. À isso chamamos de comportamento evitativo.
Além das fobias à pequenos animais, injeções, escuridão, altura e ruídos intensos, as crianças de mais idade e os adolescentes apresentam um medo fóbico persistente e intenso de situações onde se julgam estar expostos à avaliação de outros, tendendo a se sentirem envergonhados ou humilhados. Normalmente essas situações fóbicas são de falar em sala de aula, de comer junto a outras crianças, de ir a festas, escrever na frente de outros colegas e até usar banheiros públicos. Quando é assim o quadro passa a se chamar Fobia Social.
O Distúrbio de Ansiedade Social da Infância, caracterizado pela presença de retraimento com relação a estranhos e temor ou medo relacionado com situações novas, ou inquietantes. Mas, diferenciando da Fobia Social, recomenda-se que esta categoria de diagnóstico só deve ser usada quando tais temores aparecem na primeira infância, são excessivos e se acompanham de uma perturbação do funcionamento social.
Adaptação do texto de Ballone GJ, Transtorno de ansiedade de Separação na Infância.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
AS CONSEQUÊNCIAS DO ABUSO SEXUAL

A criança que sofre ou sofreu algum abuso sexual sofrerá consequências a curto e longo prazo. O Manual de Prevenção do Abuso Sexual, publicado por Save the Children (Salvem as crianças), mostra as seguintes consequências:
Consequências a curto prazo do abuso infantil
- Físicas: pesadelos e problemas com o sono, mudanças de hábitos alimentares, perda do controle de esfíncteres.
- Comportamentais: Consumo de drogas e álcool, fugas, condutas suicidas ou de auto-flagelo, hiperatividade, diminuição do rendimento acadêmico.
- Emocionais: medo generalizado, agressividade, culpa e vergonha, isolamento, ansiedade, depressão, baixa auto-estima, rejeição ao próprio corpo (sente-se sujo).
- Sexuais: conhecimento sexual precoce e impróprio para a sua idade, masturbação compulsiva, exibicionismo, problemas de identidade sexual.
- Sociais: déficit em habilidades sociais, retração social, comportamentos antisocicias.
Consequências a longo prazo do abuso sexual infantil
Existem consequências da vivência que permanecem, ou inclusive podem piorar com o tempo, até chegar a configurar patologias definidas. Por exemplo:
- Físicas: dores crônicas gerais, hipocondria ou transtornos psicossomáticos, alterações do sono e pesadelos constantes, problemas gastrointestinais, desordem alimentar.
- Comportamentais: tentativa de suicídio, consumo de drogas e álcool, transtorno de identidade.
- Emocionais: depressão, ansiedade, baixa auto-estima, dificuldade para expressar sentimentos.
- Sexuais: fobias sexuais, disfunções sexuais, falta de satisfação ou incapacidade para o orgasmo, alterações da motivação sexual, maior probabilidade de sofre estupros e de entrar para a prostituição, dificuldade de estabelecer relações sexuais.
- Sociais: problemas de relação interpessoal, isolamento, dificuldades de vínculo afetivo com os filhos.
domingo, 3 de abril de 2011
COMO SAIR DA DEPRESSÃO
Os cristãos na maioria das vezes não aceita que pode estar com depressão e acaba não aceitando procurar ajuda médica quando começa a sentir-se desmotivado, mal humorado.... Mas existem alguns alimentos que podem ajudá-lo a vencer este desafio.
12 ALIMENTOS PARA COMBATER A DEPRESSÃO
Ricos em nutrientes, eles garantem bem-estar e ajudam no tratamento da doença
por Roberta Vilela
A depressão é um transtorno mental bastante comum atualmente. Segundo o Ministério da saúde, estima-se que, na América Latina, 24 milhões de pessoas sofram com a doença. Num episódio depressivo a pessoa pode se sentir sem energia, com o humor afetado, sem interesse e sem vontade de fazer tarefas comuns da sua rotina, além dos sintomas físicos como dor de cabeça e dor de estômago. Segundo o nutrólogo Roberto Navarro, nosso cérebro produz substâncias chamadas de neurotransmissores que controlam inúmeras funções cerebrais. Um destes neurotransmissores, a serotonina, é capaz de dar ao cérebro sensação de bem-estar, regulando nosso humor e também dando sensação de "saciedade".
A alimentação pode ajudar a produzir mais serotonina, aumentando o bom humor e ajudando no combate da depressão, entretanto, vale lembrar que ela não substitui o tratamento da doença, com a intervenção medicamentosa e terapia. "Para a produção cerebral da serotonina há necessidade de "matérias primas" (chamadas de cofatores) fundamentais para sua síntese, como exemplos: triptofano (aminoácido), magnésio, cálcio (minerais), vitamina B6, ácido fólico (vitaminas)", ressalta Navarro. A seguir, conheça alguns alimentos que melhorar o seu humor e são excelentes coadjuvantes para dar uma "forcinha" no combate da doença
Castanha-do-pará, nozes e amêndoas:
Elas são ricas em selênio, um poderoso agente antioxidante. Segundo a nutricionista Abykeyla Tosatti, elas colaboram para a melhoria dos sintomas de depressão, auxiliando na redução do estresse. As quantidades diárias recomendadas são duas a três unidades de castanha-do-pará ou cinco unidades de nozes ou 10 a 12 unidades de amêndoas. Mas também dá para fazer um mix saboroso dessas oleaginosas.
Leite e iogurte desnatado:
Eles são ótimas fontes de cálcio, mineral que elimina a tensão e depressão. "O cálcio ajuda a reduzir e controlar o nervosismo e a irritabilidade. Ele participa também das contrações musculares, dos batimentos cardíacos e da transmissão de impulsos nervosos e regulariza a pressão arterial", explica a nutricionista Abykeyla Tosatti. É recomendado o consumo de 2 a 3 porções por dia.
Frutas:
Melancia, abacate, mamão, banana, tangerina e limão são conhecidos como agentes do bom humor. "Todas estas frutas são ricas em triptofano, aminoácido que ajuda na produção de serotonina", explica a nutricionista Abykeyla Tosatti. É recomendado o consumo de três a cinco porções de frutas todos os dias.
Laranja e maçã:
Elas ganham destaque porque fornecem ácido fólico, cujo consumo está associado a menor prevalência de sintomas depressivos. Além disso, por ser rica em vitamina C, a laranja promove o melhor funcionamento do sistema nervoso, garante energia, ajuda a combater o estresse e previne a fadiga
Banana e abacate:
A banana é rica em carboidrato (hidratos de carbono), potássio e magnésio. Também é fonte de vitamina B6, que produz energia. "A fruta diminui a ansiedade e ajuda a ter um sono tranquilo", explica Abykeyla. Tão bom quanto, o abacate é outra ótima opção, e antes de dormir. Consuma duas colheres de chá da fruta pura (sem açúcar ou adoçante) todos os dias antes de se deitar.
Mel:
Esse alimento estimula a produção de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer e bem-estar. Para usufruir dos benefícios, duas colheres de sobremesa, ao dia, são suficientes.
Ovos:
"Eles são uma boa fonte de tiamina e a niacina (vitaminas do complexo B), que colaboram com o bom humor", aponta Abykeyla Tosatti. O recomendado é uma unidade por dia, no máximo. Quem tem colesterol alto deve se preocupar com o consumo em excesso, e evitar, principalmente a versão frita.
Carnes magras e peixes:
"O triptofano, presentes nestas fontes de proteína, ajuda no combate da depressão e melhora o humor, pois aumenta a produção de serotonina, que exerce grande influência no estado de humor, pois é capaz de reduzir a sensação de dor, diminuir o apetite, relaxar, criar a sensação de prazer e bem-estar e até induzir e melhorar o sono", enfatiza a nutricionista Abykeyla Tosatti. Ela recomenda entre uma e duas porções por dia, principalmente de peixes como atum e salmão.
Carboidratos complexos:
Eles ajudam o organismo a absorver triptofano e estimulam a produção do neurotransmissor serotonina, que ajuda a reduzir as sensações de depressão. "Uma alimentação pobre em carboidratos, por vários dias, pode levar a alterações de humor e depressão. Alimentos fontes de carboidratos: pães, cereais integrais (trigo, arroz)", explica a especialista Abykeyla Tosatti. A recomendação é de 6 a 9 porções diárias.
Aveia e centeio:
Os dois são ricos em vitaminas do complexo B e vitamina E. "Estes nutrientes possuem grande importância, pois, melhoram o funcionamento do intestino, combatem a ansiedade e a depressão", diz a nutricionista Abykeyla Tosatti. A recomendação é de, pelo menos, três colheres de sopa cheia por dia.
Folhas verdes:
Estudos mostram que uma alimentação com consumo elevado de folato (importante vitamina do complexo B) está associada a menor prevalência de sintomas depressivos. Um dos alimentos ricos em folato são as hortaliças folhosas verde-escuras (espinafre, brócolis, alface). "Algumas pesquisas mostram que indivíduos deprimidos podem apresentar baixos níveis de vitamina B12, levando a diminuição do folato e o desequilíbrio do metabolismo dos neurotransmissores do cérebro associados ao controle do humor", adverte a especialista Abykeyla Tosatti. O recomendado é a ingestão diária de três a cinco porções por dia.
Soja:
Ela é rica em magnésio que é o segundo mineral mais abundante no nosso organismo e desempenha um papel fundamental na energia das células. Sua deficiência pode resultar em falta de energia. "O magnésio ajuda a reduzir a fadiga e aumentar os níveis de energia. Esse mineral combate o estresse porque tem propriedades tranquilizantes naturais, principalmente quando combinadas com cálcio", explica a nutricionista Abykeyla Tosatti.
Fazendo uma dieta balanceada, orando, buscando a Deus....cuidando de seu corpo, sua alma e seu espírito irá vencer mais este desafio em sua vida.
E se você sente que esta deprimido, mesmo sendo alguem que trabalha na casa do Senhor, verifque se não esta fazendo mais do que seu corpo aguenta, porque o estresse físico gera a depressão (um se confunde com o outro), então tenha uma boa alimentação, mas tire um tempo pra você também.
Afinal....O Senhor descansou no sétimo dia, e Ele deve ser o seu exemplo de vida.
sábado, 26 de março de 2011
TRANSTORNO DE PERSONALIDADE - BORDERLINE
Transtorno de Personalidade Borderline. Seqüelas de abuso na infância.Borderline é um transtorno de personalidade que traz sérias conseqüências para a pessoa, seus familiares e seus amigos próximos. O termo "fronteiriço" se refere ao limite entre um estado normal e um quase psicótico, assim como às instabilidades de humor.
Não é muito freqüente. Nos USA se considera 2% da população, (mas cuidado, geralmente as estatísticas lá são exageradas). Muito mais freqüente em mulheres do que em homens (por isso a página é escrita no feminino).
1) Sintomas (claro que nem todas as Borderline tem todos estes sintomas):
· Medo de abandono: uma necessidade constante, agoniante de nunca se sentirem sozinhas, rejeitadas e sem apoio.
· Dificuldade de administrar emoções
· Impulsividade.
· Instabilidade de humor. As oscilações de humor do DAB ou TAB - Distúrbio ou Transtorno Afetivo Bipolar duram semanas ou meses, mas as Borderline têm oscilações de minutos, horas, dias. Essas oscilações de humor incluem depressões, ataques de ansiedade, irritabilidade, ciúme patológico, hetero- e auto-agressividade. Uma paciente marca a consulta informando que está super deprimida, querendo morrer. No dia seguinte chega à consulta bem humorada, bem vestida, maquiada, vaidosa.
· Comportamento auto-destrutivo (se machucar, se cortar, se queimar). As portadoras de Borderline dizem que se machucam para satisfazer uma necessidade irresistível de sentir dor. Ou porque a dor no corpo "é melhor que a dor na alma".
· Tentativas de suicídio, mais freqüentemente as de impulso do que as planejadas.
· Mudanças de planos profissionais, de círculos de amizade.
· Problemas de auto-estima. Borderlines se sentem desvalorizadas, incompreendidas, vazias. Não tem uma visão muito objetiva de si mesmos.
· Muito impulsivas: idealizam pessoas recém conhecidas, se apaixonam e desapaixonam de maneira fulminante. Desenvolvem admiração e desencanto por alguém muito rapidamente. Criam situações idealizadas sem que o parceiro objeto do afeto muitas vezes nem tenha idéia de que o relacionamento era tão profundo assim...
· Alta sensibilidade a qualquer sensação de rejeição. Pequenas rejeições provocam grandes tempestades emocionais. Uma pequena viagem de negócios do namorado ou marido pode desencadear uma tempestade emocional completamente desproporcional (acusações de rejeição, de abandono, de não se preocupar com as necessidades dela, de egoísmo, traição, etc.).
· A mistura de idealização por alguém e a extrema sensibilidade às pequenas rejeições que fazem parte de qualquer relacionamento são a receita ideal para relacionamentos conturbados e instáveis, para rompimentos e estabelecimento imediato de novos relacionamentos com as mesmas idealizações.
· Menos freqüente: episódios psicóticos (se sentirem observadas, perseguidas, assediadas, comentadas).
2) Risco aumentado para:
· Compras Compulsivas.
· Sexo de risco.
· Comer Compulsivo, Bulimia, Anorexia.
· Depressão.
· Distúrbios de Ansiedade.
· Abuso de substâncias.
· Transtorno Afetivo Bipolar.
· Outros Transtornos de Personalidade.
· Violência (não só sexual), abusos e abandono, por causa da impulsividade e da falta de crítica para escolher novos parceiros.
3) A causa provável é uma combinação de:
· Vivências traumáticas (reais ou imaginadas) na infância, por exemplo abuso psicológico, sexual, negligência, terror psicológico ou físico, separação dos pais, orfandade.
· Vulnerabilidade individual.
· Stress ambiental que desencadeia o aparecimento do comportamento Borderline.
Cuidado com conclusões precipitadas do tipo "você foi abusada" ou "você foi aterrorizada".
4) Evolução:
· Geralmente começa a se manifestar no final da adolescência e início da vida adulta.
· Com o passar dos anos existe uma diminuição do número de internações hospitalares e de tentativas de suicídio.
· Parece piada de mau gosto, mas é uma realidade estatística: a cada tentativa de suicídio que a Borderline sobrevive, diminui a chance de uma nova tentativa.
5) Fatores de bom prognóstico:
· Bons relacionamentos familiares, sociais, afetivos, profissionais.
· Participação em atividades comunitárias: igrejas, clubes, associações culturais, artísticas, etc.
· Baixa ou ausente freqüência de auto-agressão.
· Baixa ou ausente freqüência de tentativas de suicídio.
· Ser casada.
· Ter filhos.
· Não ser promíscua.
6) Tratamento.
· A integração de tratamentos medicamentosos mais psicoterápico trouxe grandes progressos no tratamento do Transtorno Borderline.
Medicação:
· O tratamento medicamentoso inclui Estabilizadores de Humor (mesmo que não se trate de DAB) pois eles ajudam a conter a impulsividade e as oscilações de humor.
· Antidepressivos e Tranqüilizantes não tem a mesma eficácia que teriam em casos de depressões ou ansiedades "puras" mas certamente tem sua utilidade em Borderline.
· Embora a medicação seja muito importante, ela é ator coadjuvante. O ator principal no tratamento é a Psicoterapia.
Psicoterapia:
· Não é uma terapia fácil. O que acontece "na vida real" acontece dentro do consultório: instabilidade, alternância de amor e ódio, idealização e desapontamento com o terapeuta, sedução, impulsividade, etc.
· Isso quer dizer o seguinte: o tratamento exige paciência, persistência, disciplina e muito boa vontade.
· Pacientes gratos hoje podem se mostrar ingratos amanhã.
O papel da igreja:
· Identificar a situação, se é físico, psicológico ou espiritual.
· Apresentar o amor de Cristo e o plano de Salvação.
· Detectando as características acima descritas começar a acompanhar de perto, procurar tratar da alma, e levar a pessoa a liberar perdão para todos os que supostamente a agrediram.
· Arrumar atividades que ocupem os pensamentos e que criem sensações de auto-capacidade.
· Apresentar irmãos que compreendam que a pessoa precisa de ajuda, que precisa ser amada.
· Não se deixar abater quando problemas aparecerem, (somos servos e fazemos por Deus e para Deus).
· Incentivar o tempo todo a não desistir.
· A luta será constante, mas com o Senhor no controle e a ajuda de pessoas da fé, a vitória é certa.
