domingo, 27 de outubro de 2013

ASSÉDIO MORAL NA IGREJA?



O assédio moral vem a ser caracterizado como um comportamento que utilizando técnicas de desestabilização, conduzem o indivíduo a um estado de desconforto psíquico que pode evoluir para a irritação, estresse e até mesmo depressão. 
Isto pode ocorrer na família, na vida social e dentro de empresas. 

Evidentemente, numa instituição religiosa (igreja), onde seus membros são “salvos”, as possibilidades da ocorrência do assédio moral são “minimizadas”, certo?

Errado! Infelizmente tem sido “maximizadas”, ampliadas, e o risco de alguém ser vitima de tal pressão  aumentam, especialmente os envolvidos em cargos de liderança. Infelizmente essa violência perversa cada vez mais atinge as igrejas.

METODOLOGIA: os moralmente perversos utilizam as mais variadas técnicas: os subentendidos, alusões malévolas, a mentira, humilhações. Por meio de palavras aparentemente inofensivas, alusões, sugestões ou não ditos, é efetivamente possível desequilibrar uma pessoa ou até destrui-la.

1ª) A primeira fase do assédio consiste em DESESTABILIZAR a vítima. 
É toda e qualquer conduta abusiva manifestando-se, sobretudo por comportamentos, palavras, atos, gestos, escritos que possam trazer dano à personalidade, à dignidade, ou à integridade física ou psíquica de uma pessoa. Em seguida esses ataques vão se multiplicando e a vítima é seguidamente acuada, posta em situação de inferioridade, submetida a manobras hostis e degradantes durante um período maior. É a repetição dos vexames, das humilhações, sem qualquer esforço no sentido de abrandá-las, que torna o fenômeno destruidor. Assim acossada, a pessoa não consegue manter o seu potencial. Ela é estressada, crivada de críticas e censuras, para que se sinta seguidamente sem saber de que modo agir.

2ª) A segunda fase do assédio consiste em DESQUALIFICAR a vítima. Subentendidos, alusões desestabilizantes ou malévolas, observações desabonadoras. Pode-se assim levantar progressivamente a dúvida sobre a idoneidade, a honra, a competência, pondo em questão tudo que ele faz ou diz.

3ª) A terceira fase do assédio consiste em DESACREDITAR a vitima. Para pôr o outro para baixo, é ridicularizado, humilhado e coberto de sarcasmo até que perca toda a autoconfiança. Geralmente usa-se a calúnia, a mentira, tudo de modo que a vítima perceba o que se passa, sem que possa, no entanto, defender-se.

A VITIMA – uma pessoa que tenha sofrido uma agressão psíquica como a do assédio moral é realmente uma vítima, pois seu psiquismo é alterado de maneira mais ou menos duradoura.

CONSEQUÊNCIAS: As consequências “emocionais” e “espirituais” desse estado de coisas para uma igreja não devem ser negligenciadas, já que a deterioração do ambiente provoca uma diminuição importante da eficácia ou do rendimento do grupo.

A IMPUNIDADE: O que tem contribuído para o crescimento dessa prática no seio da igreja é, sem dúvida nenhuma, a certeza da impunidade. Se na justiça comum isso já vem sendo tratado como crime (com pena que vai de indenização por danos morais e até prisão), na igreja não se trata nem como pecado. O assédio moral está totalmente liberado. Isso é desmoralizante, para não dizer, uma vergonha. 

Está na hora de combatermos esse mal, e com coragem, fazermos justiça, afinal, segundo Jesus “a nossa justiça deve exceder a dos escribas e fariseus”. 

Os sindicatos e organismos que atuam em defesa de trabalhadores desenvolvem campanhas para informar o que é o assédio moral, como ele ocorre, as formas de combatê-lo etc. 

No entanto, vimos identificando no meio evangélico certas resistências ao combate desse fenômeno, representada pela ausência de reflexão crítica dos seus membros, do corporativismo, do compromisso com as amizades, não com a verdade; com as conveniências, não com as evidências. Daqueles que escolhem o silêncio da covardia em detrimento ao grito da coragem. Preferem o distanciamento, em vez do posicionamento.

As Igrejas deveriam ficar atentas ao problema e combater biblicamente todas as formas de assédio moral que possam atingir os seus membros. Respeito é bom, e todo mundo gosta.
Rev. Derli Machado

quarta-feira, 31 de julho de 2013

PORQUE A MULHER FALA MAIS QUE O HOMEM ???



CURIOSIDADES: DIFERENÇAS NA FALA ENTRE O HOMEM E A MULHER 

Na cabeça da mulher, um relacionamento com base no diálogo é prioridade. 
Para ela, que usa por dia em média de 6.000 a 8.000 palavras, mais de 2.000 a 3.000 sons vocais e 8.000 a 10.000 gestos, expressões faciais, movimentos de cabeça e outros sinais de linguagem corporal, é tudo mais fácil. 
São mais de 20.000 'palavras' para comunicar a mensagem. 

Por isso, a British Medical Association informou que as mulheres sofrem quatro vezes mais problemas nas cordas vocais do que os homens. 

Agora compare com a contagem dos homens: de 2.000 a 4.000 palavras, de 1.000 a 2.000 sons vocais, de 2.000 a 3.000 sinais de linguagem corporal. Isso dá cerca de 7.000 'palavras' - mais ou menos um terço da marca alcançada pelas mulheres. 

Essa diferença na fala fica mais evidente ao fim do dia, quando o homem chega do serviço, senta lado a lado (quando senta né????) para jantar. 

Ele já completou sua cota de 7.000 'palavras' e não tem vontade de dizer mais nada. Só quer ficar quieto, calado. 

Quanto a ela, tudo depende de como passou o dia. Se conversou bastante, já gastou as 20.000 'palavras', também não sente muita vontade de falar. 

Mas, se ficou em casa com os filhos, usou no máximo 2.000 a 3.ooo 'palavras', ainda tem 15.000 em estoque! 

Dá pra prever mais um atrito na mesa do jantar?

Por isso mulher, gaste seu estoque de palavras durante o dia; ore, cante, seja criativa, mas não dispare uma metralhadora de palavras quando seu marido chegar em casa, o armazenamento de informações dele são mais organizados que os seus, ele entende um assunto de cada vez enquanto que você consegue falar dos filhos, da vizinha, dos livros que esta lendo, do versículo que Deus revelou e da conta que tem que pagar no dia seguinte, sem se abalar em nada. 

Mas o homem que o Senhor colocou ao seu lado não é assim, ele quer te entender, ele quer te ouvir, mas quando faltam as vírgulas e ponto final ele fica confuso, vá devagar, fale uma coisa de cada vez e espere ele dar resposta de um assunto para começar outro e será feliz.
Marido, tente compreender sua mulher, falar é uma necessidade física dela, dê alguns momentos de conversa a ela. 

Tentem chegar ao equilíbrio, tentem entender as necessidades um do outro, e a vida a dois será mais fácil.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

ANALIZANDO O BULLYING A LUZ DA BÍBLIA



COMO LIDAR COM O BULLYING QUANDO CHEGA DENTRO DAS IGREJAS?
 
Uma criança que sofre bullying é um herói. É preciso coragem para enfrentar cada dia sabendo que você vai ser insultado ou esmiuçado. Se uma criança chega até você com o problema do bullying, há várias coisas que você pode fazer para ajudar.
Elogiar a criança para vir para a frente. Elogiá-los por sua força para tomar uma posição. Falar palavras de vida a essas crianças. Eles foram feridos e estão propensos a ter baixa auto-estima. 
Certifique-se de que eles entendem que eles podem compartilhar com segurança com você. Muitas crianças que estão sendo vítimas de bullying não tem uma pessoa em quem confiam para falar. Eles podem pensar que não podem falar sobre isso sem repercussões ruins.
Algumas crianças chegam a ter medo de contar para seus pais porque sabem que tomarão atitudes que serão vergonhosas para eles.
As crianças precisam ser ensinadas a ser corajosas e a se defender em seu interior, precisam estar firmadas em Deus e na Palavra de Deus para saberem quem são em Cristo. 
Ensinar uma criança a ter uma auto imagem saudável de si mesma cria uma criança confiante. 
Eles não merecem ser tratados nada menos do que como o tesouro que são.
No livro de Reis lemos a história de Jezabel. Ela era uma valentona que usou seu poder para fazer o mal. Foi preciso coragem de Elias para se levantar contra Jezabel e vencê-la. 
Primeiro Samuel 17 conta a história de Davi e Golias. Um jovem sem formação levantou-se contra um poderoso guerreiro que foi um torturador.David não permitiu que a fraqueza o dominasse. Ele enfrentou Golias com a ajuda de Deus e venceu. Davi sabia o quanto ele era amado por Deus e o quanto Deus cuidava dele.
Uma criança que tenha sofrido bullying podem ter desenvolvido crenças ruins sobre si mesma. 
É importante ensinar as crianças a combater o que foi dito e feito contra eles. 
Incentive-os a compartilhar ou escrever o que foi dito e feito para eles. 
Então, mostre nas Escrituras o que Deus diz sobre isso. 
Se eles dizem que eles são feios: a palavra de Deus diz em Salmos 47:11 que "O Rei está encantado com a sua beleza". 
A vida de cada pessoa tem valor. Nós fomos criados com um propósito (Jeremias 01:05).
Quando cumprimos esse propósito entramos em nosso destino e tocamos a vida dos que nos rodeiam.
Como uma criança percebe o seu valor e importância, consegue levantar-se diante dos obstáculos da vida.

FICA A DICA PARA CADA UM QUE PASSAR POR BULLYING

Em Mateus 27:27-30, os soldados zombam de Jesus
Os soldados do governador levaram Jesus ao palácio, que foi chamado Pretório. Todo o resto dos soldados se reuniu em torno dele. Eles tiraram a roupa dele e colocou um manto de púrpura. Em seguida, eles torceram espinhos juntos para fazer uma coroa. Eles colocaram na cabeça dele. Eles colocaram uma vara em sua mão direita. Em seguida, eles caíram de joelhos na frente dele e fizeram piada com ele. "Salve, rei dos judeus!", Disseram. Eles cuspiram nele. 
Jesus conhece de primeira mão o que é ser intimidado. Depois de Jesus ter sido preso os soldados bateram nele. 
Pode ser difícil falar sobre o abuso que você sofre de um valentão, porque você se sente como se ninguém pudesse te compreender. 
Você pode sempre falar com Jesus, mesmo que se sinta como se não pudesse falar com alguém, porque Ele sabe exatamente o que é ser machucado tanto fisicamente como emocionalmente.
O que você deve ter em mente, no entanto, é que, mais tarde nesta história da Bíblia, Jesus perdoa aqueles que o machucam, dizendo a Seu Pai no céu, "Pai, perdoa-lhes. Eles não sabem o que estão fazendo. "(Lucas 23:32, NVI). 
Há poder no perdão. Por mais difícil que possa ser, você deve seguir o exemplo de Jesus e perdoar os valentões que machucaram você também.

OUTRO EXEMPLO QUE TEMOS É:

Inicialmente, ao falar sobre a questão do assédio moral, volto o meu pensamento foi para as histórias de Davi e do rei Saul. 
Em primeira instancia Davi vence o gigante e algum tempo depois teve que enfrentar o rei Saul tinha alguns problemas de insegurança muito significativas e sentia-se incrivelmente intimidado por David.
Sem nenhuma razão, (exceto por ser ciumento), o rei Saul procurou trazer prejuízos para Davi.
Às vezes, as pessoas que estão lidando com a insegurança ou outras questões vão nos tratar de forma inadequada, assim como o rei Saul fez com Davi. 
Davi teve um nível muito elevado de respeito para com Saul. Ele sabia que Saul era amado por Deus e que tinha sido ungido por Deus, por isso não procurou prejudicar Saul. 
Devemos tirar uma lição aqui.
Mesmo quando um valentão nos trata com desrespeito, é importante lembrar que Deus fez aquele valentão e cuida dele ou dela também. 
Podemos tomar qualquer ação que nossos pais ou professores sugerem, mas é importante lembrar que Deus o(a) ama, e devemos tratá-lo(a) do jeito que Deus o vê.
Ser intimidado é uma coisa difícil de se lidar. É difícil falar, difícil de entender, e difícil de esquecer. 
Eu não conheço uma alma que sabe verdadeiramente um método à prova de gente assim, mas há uma verdade que eu sei, Deus criou cada um e de todos os seres na terra e viu que eles eram bons. 
Você é bom. Você não é insignificante, ou qualquer uma das outras coisas odiosas que estão sendo ditas, ou feitas. Você é bom.
Deus tomou grande cuidado em fazer você do jeito que você é, e viu que tudo era bom sobre você. 
Quando as coisas parecem escuras, lembre-se que você é importante para Deus. Você é uma bela criação. Você tem um lugar especial aqui na Terra.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

DECEPÇÃO - FERIDAS QUE PARALISAM



COMO LIDAR COM A DECEPÇÃO QUE MUITAS VEZES NOS PARALISA
A decepção faz parte da vida. Afirmo que é necessário para o desenvolvimento humano. O desapontamento, na grande maioria das vezes é um impulso para a ação, fornece-nos motivação para crescer e ir ao encontro dos nossos objetivos.
A decepção pode considerar-se sempre que identificamos um erro entre aquilo que desejamos alcançar ou que acontecesse e aquilo que realmente alcançamos ou que aconteceu. Sempre que identificamos esta discrepância, na grande maioria das vezes podemos ficar decepcionados, com os outros ou conosco mesmo.
Mas é exatamente essa discrepância que nos permite avançarmos, que nos permite questionarmo-nos, que nos permite olhar a realidade de frente e progredirmos.
A decepção é uma forma de frustração, e aprender a lidar com a frustração é uma habilidade necessária para conseguirmos lidar com as nossas emoções de forma funcional.
A DECEPÇÃO COMO PROMOTORA DO DESENVOLVIMENTO
Para promover o crescimento, a decepção precisa ser experimentada, pelo menos num primeiro momento, em pequenas doses controláveis​​.
Aprender a gerir as decepções e frustrações na infância ajuda-nos a desenvolver a capacidade de lidar com as decepções mais dolorosas que encontramos ao longo de toda a vida.
Por outras palavras, experimentar decepções toleráveis ​​quando somos jovens, enquanto os nossos pais estão lá para nos ajudar a lidar com elas, ajuda-nos a construir  ”músculos” psicológicos, força emocional e habilidades para lidar com esses sentimentos.
Não pretendo passar a mensagem que os pais devem deliberadamente procurar formas de decepcionar os seus filhos. Nada disso. No entanto, é importante no desenvolvimento das crianças que não aja uma super proteção, devendo considerar-se normais pequenas frustrações e toleráveis algumas insatisfações.
Este processo de viver as experiências menos boas sem alarmismos, por exemplo, não ser capaz de encontrar um brinquedo favorito, não ser satisfeito um pedido de doces no supermercado, ter que ficar com uma babá por algumas horas, e até mesmo ter que dividir algo com um irmão, faz parte do importante processo de construção de habilidades de enfrentamento.
Se você é pai, educador ou professor pense nisso por breves momentos. Pense numa forma de desenvolver força emocional na sua criança ou jovem. Por outro lado, se você já é adulto e sente que tem problemas em lidar com a decepção, muito provavelmente não desenvolveu determinadas habilidades chave quando era mais novo.
Por esse motivo não julgue que algo de errado está acontecendo com você. O que necessita é entender os gatilhos que fazem disparar a sua decepção e as crenças que as suportam.
Todos nós ao longo da nossa vida vamos construindo um conjunto de conceitos e ideias que nos servem de orientação e pela qual olhamos o mundo. Mas se essas crenças forem demasiado rígidas, podem causar-lhe problemas encaminhando-o para uma frustração recorrente, empurrando-o para uma decepção generalizada com a maioria da pessoas e/ou da visão que possa ter acerca do mundo.
Na vida adulta, muitas são as vezes que as coisas não acontecem de acordo com as nossas expectativas. Muitas são as vezes que as pessoas não agem de acordo com aquilo que esperamos. Por vezes infligem-nos sofrimento, falham conosco, são ingratas e injustas, levando-nos ao sentimento de decepção. Para lidar com este sentimento de forma a não sairmos denegridos, prejudicados e acima de tudo deprimidos, importa sermos flexíveis, importa acionarmos a aceitação da realidade.
ACEITAR A REALIDADE
Uma das chaves para lidar com a decepção dos outros, é perceber e tomar consciência que somos todos humanos, e os seres humanos são, por definição, seres imperfeitos.
Todos nós, cada um de nós, decepciona alguém, em algum momento ou outro.
Reconhecer este fato da experiência humana pode ajudar-nos a lidar com a dor da desilusão, quando se trata de aprofundar a nossa capacidade de amar e conectarmo-nos com a “imperfeição” dos outros.
Todos temos modelos pelos quais aprendemos a agir no mundo. Essas pessoas transmitem-nos algumas linhas de orientação que nos servem ao longo da vida.
São pessoas que admiramos, e que acima de tudo respeitamos. No entanto, essas pessoas de referência também são humanas, cometem erros, deslizes e por vezes injustiças, direta ou indiretamente, acabando por decepcionar-nos.
No processo de enfrentar as frustrações (processo de ruptura com o modelo), grandes e pequenas, quer em tenra idade quer na idade adulta permite-nos colocar à prova as nossas habilidade de enfrentamento, e com isso desenvolvermos a capacidade de nos ajustarmos à realidade das situações.
Este processo pode ser complicado, mas aplicando alguns passos você pode conseguir ultrapassar o sofrimento da sua decepção:
  • Fale sobre a sua decepção. Abordar o assunto pode parecer fazer piorar a dor no início. Mas, acredito que ao falar sobre os motivos e acontecimentos que o conduziram até à sua decepção pode ser promotor de esclarecimento e da procura de um atenuante. Conversando com amigos, parentes, ou um profissional pode ajudá-lo a processar os sentimentos e a restabelecer o equilíbrio emocional.
  • Lembre-se que existem sempre várias versões para uma história. Tente obter mais informações antes de tomar qualquer ação ou tomar qualquer decisão sobre como responder a uma situação.
  • Coloque-se no lugar da outra pessoa. Mesmo se você tenha uma opinião diferente, não diga, “Eu nunca faria isso.” Quem sabe, você até poderia fazer se estivesse na mesma posição.
  • Seja gentil com você mesmo. A raiva, que pode ser o seu sentimento primário, muitas vezes é uma reação à dor. Tente reconhecer o quão você se sente magoado e tenta amenizar a sua dor com gentileza e bondade. Esforce-se por não ficar demasiado ressentido ou rancoroso.
  • Converse com a pessoa que foi alvo da sua decepção, se for possível, pode ser útil, mas às vezes pode piorar as coisas. Então, seja claro sobre o que você pretende alcançar com essa possível conversa. Insultar ou atacar  provavelmente não vai ajudar. Procure envolver-se numa discussão realista sobre o que a outra pessoa fez, e o quanto isso tem perturbado você, pode ser útil.
O QUE PODE ACONTECER AO LIDAR DE FORMA DESTRUTIVA COM A DECEPÇÃO?
A decepção não é inerentemente algo mau. A decepção comporta em si um lado duplamente positivo. Uma das razões é porque ela representa a paixão a uma causa, a um valor ou a uma pessoa. A outra razão é que ela impulsiona-nos à resolução e à combatividade perante a frustração vivida.  
Quanto maior a sua decepção, maior o significado da sua paixão e consequentemente maior poderá ser o impulso para a solução. No entanto, nem sempre assim é. Nem sempre a pessoa canaliza essa enorme energia da melhor forma e na melhor direção.
Por exemplo, sempre que você tenta afogar a sua desilusão, negar os seus objetivos e sonhos ou mesmo desistir deles, você está realmente apenas rejeitando quem você é verdadeiramente.
Ao subjugar os seus desejos, as suas vontades, os seus objetivos, os seus sonhos, as suas visões, o seu verdadeiro eu, você anula-se. 
Quando você tenta negar os seus desejos reais, você está apenas consumindo-se.
Você pode tentar fingir que está tudo bem e continuar normalmente na sua vida quotidiana, mas você não pode enganar o seu subconsciente.
Quando você se separa dos seus valores e daquilo que é significativo para si, a vida começa a ser vivida de forma vazia.
Com o tempo, você corre o risco de ir-se afundado num estado de decepção e insatisfação que pode conduzi-lo para um estado de apatia geral. Você começa a viver todos os dias “sem vida”, sem paixão ou entusiasmo. Você passa a sentir-se estéril e vazio. Com alguma naturalidade você pode cair em depressão.
A boa notícia é que lidar com a decepção não tem de ser desta forma.  
Você não está sozinho na sua desilusão.
Todos nós somos susceptíveis à decepção e certamente em algum momento iremos ficar decepcionados. Seja com os amigos, familiares, professores, gestores, colegas de trabalho, enfrentar a decepção é uma realidade da vida. Não é um fenômeno exclusivamente seu. Ainda que na grande maioria das vezes a decepção possa ser disparada por um gatilho do qual você não tem plena consciência, você pode proativamente lidar com isso de uma maneira consciente.
Desde que aprenda como lidar corretamente com as suas decepções, você pode levar a vida de forma funcional, em alinhamento com as suas paixões e desejos interiores.
LIDAR DE FORMA CONSTRUTIVA COM A  DECEPÇÃO
Coloque-se num estado mental mais claro sempre que você experimentar a decepção.
Num estado de abatimento você é puxado para baixo, para um estado inferior, onde os seus pensamentos são predominantemente enraizadas no medo, tristeza, dor, ou até mesmo apatia. E, usualmente tudo este processo ocorre de forma subconsciente.
Pode haver momentos em que o sentimento de decepção é tão avassalador que parece o fim do mundo.  A tristeza instala-se, com isso você aciona uma ponte para o seu passado, relembrando-se de mais acontecimentos de tristeza que comprovam a sua decepção. O ciclo de negatividade cresce de forma automática, dado que a tristeza alimenta a tristeza.
Os seus níveis de energia diminuem podendo levar à resignação e à letargia.
Ficar preso num tal estado que o impede de pensar logicamente e com clareza, é desvantajoso. Ao lidar com a decepção, o seu primeiro foco deve ser tentar trazer a sua consciência para um nível mais neutro ou positivo, tentando colocar-se num estado de maior capacidade para reagir à sua situação.
Procure atividades positivas, onde possa melhorar a si mesmo. Que atividades você mais gosta de fazer na sua vida? Identifique-as. Pode-se escrever isso numa folha de papel, jogar, andar no parque, assistir a um filme de comédia ou conversar com amigos divertidos.
Talvez todas estas recomendações possam parecer-lhe banais, coisas normais, coisas que você até já sabe que são úteis.
No entanto digo-lhe que são muitos eficazes. Na grande maioria das vezes as coisas mais simples são as que funcionam, mas são igualmente aquelas às quais somos mais resistentes.
Isto acontece porque julgamos precisar de um “milagre” para nos sentirmos melhor. E, também porque se você não sente vontade nenhuma para fazer algumas das coisas sugeridas, porque razão se vai propor a isso? Porque num estado de decepção, é benéfico que você seja proativo no restabelecimento do seu humor e do seu equilíbrio emocional.
LIGUE-SE AO SEUS VALORES, DESEJOS, INTERESSES E NÃO AOS RESULTADOS
Quando você está desapontado, a sua fonte de decepção pode estar enraizada no seu apego excessivo a um determinado resultado. Quando um resultado não se manifesta do jeito que você imaginou, você fica decepcionado. Esta é uma resposta perfeitamente natural.
No entanto, entenda que as suas expectativas no resultado, ou objetivos, são um reflexo ou projeção externa de um desejo subjacente que você tem.
As expectativas podem ou não ser projeções precisas, porque são interpretações meramente subjetivas do que você pensa que é necessário para viver de acordo com o seu desejo subjacente.
Por exemplo, digamos que você foi a uma entrevista na empresa “A”. A Empresa “A” oferece um pacote de benefícios grande, você já ouviu elogios sobre o local. Você pretende fazer uma carreira na empresa “A”. No entanto, você é preterido por outro candidato a quem consideraram como tendo um melhor perfil para o cargo.  A empresa passa a ter uma política de apenas aceitar um candidato uma vez a cada dois anos. Não há nenhuma maneira de você tentar de novo nos próximos dois anos. O que você deve fazer a partir daqui?
O segundo passo para lidar com a decepção exige que você olhe para os seus desejos e objetivos e não propriamente para o seu resultado obtido.
Comece por reconhecer que um emprego na empresa “A” é apenas uma projeção dos seus desejos internos.
O seu desejo interior pode ser o de obter uma carreira desafiante e ter um emprego num ambiente de trabalho dinâmico.
Se tentou e não conseguiu um bom resultado, há muitas maneiras para alcançar o seu desejo, como trabalhar na Empresa G, Empresa X, ou mesmo a criação do seu próprio negócio. Trabalhar na empresa “A” era apenas uma das muitas maneiras de você poder conseguir isso.
Neste exemplo, era importante não personalizar a decepção. Ou seja, era importante não ficar decepcionado consigo mesmo, nem atribuir descrédito às suas capacidades ou habilidades.
Nestas situações, tal como referido anteriormente é importante encarar a realidade dos fatos, e não entrar num ciclo de negatividade.
É importante perceber a razão do abatimento e da frustração, mas depois, com clareza tentar perceber que na base da desilusão está algo bom: os seus desejos. E esses desejos podem continuar a alimentar as suas ações no sentido de chegar onde pretende.
A decepção só é prejudicial quando você a usa para o travar, para o imobilizar na sua frustração e impedir que continue em frente.
LIBERTE-SE DA SUA ILUSÃO MENTAL
É importante trabalhar a sua capacidade de adaptação às circunstâncias da vida e à mudança, desenvolvendo a sua flexibilidade de pensamento.  
Muitas pessoas permanecem num estado desapontado porque ficam enraizadas nas suas expectativas acerca de como a realidade deve ser.
Se você está decepcionado com alguma coisa, muito provavelmente pode estar a alimentar certas percepções sobre como as coisas deveriam ser.
Estas percepções não são a realidade, elas são invenções criadas por si na sua mente, não propriamente falsas, mas elaboradas nas suas crenças e formas de olhar o mundo. Nem verdadeiras, nem falsas. Mas se estão contribuindo para a sua decepção, merecem ser revistas, merecem outro olhar.
Estas ilusões mentais são desencorajadoras porque o mantêm preso num estado negativo. Algumas dessas ilusões são alimentadas por distorções do pensamento, impedindo-o de progredir na direção para onde você pretende ir.
Lidar de forma assertiva com o desapontamento requer que você fique ciente das suas ilusões mentais.
ENTENDA QUE OS RESULTADOS INDESEJADOS PODEM NÃO SER RETROCESSOS
Muitas pessoas decepcionam-se com algumas situações ou resultados, porque veem isso como uma derrota ou um fracasso comparativamente ao que querem atingir. Sentem-se como se tivessem dado um passo para trás relativamente às suas expectativas.
Por exemplo, digamos que você investiu muito do seu tempo na preparação para os exames. Você tinha a crença de que essas ações, juntamente com o que você sabia (a sua realidade), resultaria num resultado positivo.
No entanto, em vez de atingir esse resultado, você ficou aquém das suas expectativas.
Provavelmente perante uma situação como a descrita anteriormente você ficaria desapontado, essa experiência é realmente exemplificativa que existia um equívoco no seu pensamento.
A apreciação inicial levou-o a concluir que o que fez e sabia era suficiente para alcançar o resultado pretendido, que na verdade não foi. Em vez disso, você pode precisar aumentar os seus recursos ou mudar a sua abordagem para alcançar os resultados desejados.
A sua decepção tem realmente como finalidade  ajudá-lo a mover-se em direção aos seus objetivos, e não conduzi-lo para longe como se pensava inicialmente.
Neste exemplo, e sendo abordado de forma construtiva, iria servir para a obtenção de novas lições, seja sobre si mesmo, a situação ou mesmo do mundo.
Você ganhou alguma coisa que ninguém mais poderia fornecer-lhe.
Como pode um resultado negativo ser um revés se lhe deu algo novo para aprender?
Você chega a um novo nível de consciência e crescimento que nunca teve antes. A decepção promoveu-lhe novos entendimentos e formas mais funcionais para obter o que desejava
AVANCE: FOQUE-SE EM FAZER O MELHOR QUE PUDER
Lidar com a decepção não é definitivamente uma tarefa fácil, mas se você trabalhar focado nas etapas mencionadas acima, acabará por ajudar a retirá-lo do estado vazio e confuso que provavelmente se encontra.
Ainda que alguns dos seus objetivos do passado possam ter culminado em decepção, isso pertence ao passado.
Você agora tem a possibilidade de lidar com as frustrações de uma forma mais funcional e vantajosa para si. Mantenha-se focado nos seus desejos e nos seus sonhos de vida.
Não olhe os resultados como fracassos usando a decepção como uma paralisia da ação. Com os seus desejos em mente, continue em frente. 
 “A vida não é apenas sobre como alcançar as metas, é sobre vivê-las ao máximo.” (Miguel Lucas)